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domingo, 25 de dezembro de 2016

VOCÊ SABE O QUE É CULTURA DA MORTE? NÃO? ENTÃO LEIA!


         




           Não sabeis que sois santuário de Deus, e que seu Espírito habita em vós? Se alguma pessoa destruir o santuário de Deus,este o destruirá; pois o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado (1 Co. 3:16, 17).
         
          
           Conheci, em 1973, um certo jovem que estava naquele ano dando seus primeiros passos na carreira de cantor, rumo ao secesso. Eu assistia o programa de Flávio Cavalcante, na extinta TV Tupi, numa televisão preto e branca, quando aquele apresentador, de forma esplendorosa anunciava sua próxima atração, como sendo a maior revelação do ano, no meio artístico: 
          - E com vocês... a maior revelação da música brasileira neste ano! O baiano Rauuuuul Seiiiiiixas! Falou aquele apresentador, com o dedo indicador da mão direita levantado para cima.
          Fiquei esfuziante com aquela melodia. Como podia alguém compor uma coisas daquelas! Fiquei de queixo caído com a música que ora se desenrolava. Aquela música virou o hit do momento. Se fosse hoje diríamos: "viralizou". Só era o que se ouvia nas rádios, TVs e sons caseiros.
          Só que na minha inocência e na inocência da juventude da minha época, não sabíamos que aquela música era uma profecia macabra.
               A musica termina dizendo:


Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca cheia de dentes 
Esperando a morte chegar (...)


      Realmente aquele jovem não ficou esperando a morte chegar. se lançou ao seu encontro. fez questão de a conhecer pessoalmente.
          Noutra música que faço questão de transcrever, ele diz:



CANTO PARA MINHA MORTE
(Raul seixas)


Eu sei que determinada rua que eu já passei 
Não tornará a ouvir o som dos meus passos 
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos 
E que nunca mais eu vou abrir 
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa 
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez 
A morte, surda, caminha ao meu lado 
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar 
Com que rosto ela virá? 
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer? 
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque, 
Na música que eu deixei para compor amanhã? 
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro? 
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada, 
E que está em algum lugar me esperando 
Embora eu ainda não a conheça? 
Vou te encontrar Vestida de cetim 
Pois em qualquer lugar 
Esperas só por mim 
E no teu beijo 
Provar o gosto estranho 
Que eu quero e não desejo 
Mas tenho que encontrar 
Vem Mas demore a chegar 
Eu te detesto e amo 
Morte, morte, morte que talvez 
Seja o segredo desta vida 
Qual será a forma da minha morte 
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida
Existem tantas... um acidente de carro 
O coração que se recusa a bater no próximo minuto 
A anestesia mal-aplicada 
A vida mal-vivida 
A ferida mal curada 
A dor já envelhecida 
O câncer já espalhado e ainda escondido 
Ou até, quem sabe, 
O escorregão idiota num dia de sol 
A cabeça no meio-fio Ó morte, tu que és tão forte 
Que matas o gato, o rato e o homem 
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres 
Me buscar 
Que meu corpo seja cremado 
E que minhas cinzas alimentem a erva 
E que a erva alimente outro homem como eu 
Porque eu continuarei neste homem 
Nos meus filhos 
Na palavra rude que eu disse para alguém 
Que não gostava 
E até no uísque que eu não terminei de beber / Aquela noite...

          Esse é o mais fiel retrato do ser humano que não conhece a verdade (Jo. 8:31).                   Esse jovem rapaz deu um voo sem volta ao encontro da morte, como os demais sem Cristo. Fez questão de conhecê-la pessoalmente e a conheceu!
          Ele teve acesso a todos os agentes que levam uma pessoa à intimidade com o anjo da morte: Cigarro, álcool (Pv. 23:29-35), drogas, mulher estranha (Pv. 5:20) e outros apetrechos mais, que fazem parte de seu arsenal macabro.
          Esse promissor artista popular morreu em 21 de agosto de 1989, aos quarenta e quatro anos de idade, em plena fase criativa e produtiva. Ainda jovem! Morreu, segundo seu irmão, Plínio Seixas,  no documentário produzido pelo canal fechado 66, com apenas um centímetro de seu baço. Órgão que é responsável por um hormônio que é fundamental na produção das hemácias (glóbulos vermelhos). 
          Só que esse rapaz e tantos outros eram os ídolos e modelos para essa geração, que até hoje os cultua. Imitava-se seu esteriótipo e filosofia de vida (sociedade alternativa) onde tudo era liberado, das drogas ao sexos irresponsável, sem saber o risco iminente que corria.
          "Ai", isto é, vão pagar caro os que destruirem seus corpos, pois foram criados para serem a morada do Deus de Israel. E não importa se você crer ou não! Você foi criado para ser o santuário de Deus. 
          Qualquer um que destruir seu corpo, criação de Deus, está fado a tormentos impensáveis. Seu corpo não é propriedade sua. Cuide, ele tem um dono! 
          Jesus disse: "Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância" (Jo. 10:10).           Preserve sua vida. Somos ensinados pelo ídolos da nossa juventude a destruir nossa existência, Todavia diga não à cultura da morte!

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