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quarta-feira, 27 de março de 2013

HÁ UM PROCESSO CORRENDO NA VARA CELESTIAL




          Não sei se você concorda comigo, mas parece-me que há um processo correndo contra toda a humanidade rebelde à palavra de Deus. Por causa da desobediência de Adão todos pecaram, por isso estão destituídos da glória de Deus (Rm. 3:23). Todos precisam admitir que são pecadores e carecem aceitar o filho de Deus como seu único e suficiente salvador. Vejamos se isto tem fundamento.
          Primeiro, existe um juiz pronto para a hora do julgamento. Num trono branco, um juiz se assenta para julgar. Nos dias do velho testamento era assim: Os homens de Deus se assentavam para julgar as coisas do povo, assentado sobre um trono. A diferença aqui é que o trono é branco (pureza) e o juiz tem poder sobre a terra e o céu (Ap. 20:11), não apenas sobre as dez tribos de Israel. A terra e o céu fugiram de Sua presença. O julgamento desse juiz é tão terrível que esses dois elementos criados por Ele debandaram para não estarem perto Dele julgando. Não queira está diante Dele nesse dia.
          Segundo, existem réus: vi os mortos, grandes (ricos e poderosos) e pequenos (pobres) que estavam diante do trono (Ap. 20:12). Diante do trono para o que? Para serem julgados. Para ouvirem a sentença que se tem para cada um.
          Terceiro, existem os autos de um processo: e abriram-se os livos; e abriu-se outro livro, que é o livro da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras (Ap. 20:12). Nos autos (folhas) desse processo estão todas as coisas que cada ser humano fez em toda sua existência aqui na terra. Ninguém pode escapar, consta dos autos. Já era. Se o ser humano for levado para esse julgamento está, como se diz na gíria, está ferrado.
          Quarto, existe um promotor. Eu até posso ver você querendo se perguntar quem seria o promotor nesse processo. Segundo os preceitos jurídicos, o promotor é a pessoa encarregada de fazer a acusação formal do réu ou dos réus. E a única pessoa que eu vejo como acusador é o Diabo (Ap.12:10). Pronto, o processo está completo. Não! Ainda não está pronto. Falta o quinto elemento num processo.
          Quinto, existe um advogado. Esse foi providenciado desde a fundação do mundo. Este está pronto para defender a causa de qualquer um que o queira constituí-Lo para sua defesa. Seu nome são muitos: O EU SOU, que defendeu a causa dos judeus no Egito e garantiu a vitória daquele povo escravizado por Faraó. Ele também é conhecido pelo nome de Jeová, que defendeu a posse da terra prometida, Canaã, aos israelitas e os fez herdar aquele torrão. Ele também é chamado de Reis dos Reis e Senhor dos senhores, que   defenderá israel no período da grande tribulação (Ap. 19:16). Mas você o pode chamar de Jesus Cristo, o justo (1 Jo.2:1-2).
          Para um grande julgamento, um grande advogado. Mas... e preço de Seus honorários? Não custam nada. É de graça. Ele já pagou por você. Naquele livro da vida que está na mesa do juiz, no dia do julgamento Ele já escreveu seu nome. E lá está escrito: Justificado, que é o mesmo que ABSOLVIDO (Rm. 5:1).
          E quem serão esses que irão está diante do trono branco? Todos que morreram desde Adão, até o dia do julgamento e não aceitaram o plano de salvação, planejado pelo Pai, através de Jesus, seu filho. É tempo de cair fora daquele tribunal. Receba Jesus como seu advogado, seu salvador. Ele vai lhe defender e lhe livrar do julgamento final.

quarta-feira, 6 de março de 2013

DONS ESPIRITUAIS




          Conceituando dons espirituais:



          Há três tipos de dons: 1. dom congênito, é aquele dom que nasce com o indivíduo, com o ser humano, crente ou não e que com o tempo se desenvolve. Uma pessoa que compõe música, pode-se dizer que o tal tem o dom de compor. Já a pessoa que canta, pode-se dizer que ela tem o dom de cantar. Esse tipo de dom é comum, qualquer pessoa pode ter, quer crente quer não. 2. Dom ministerial é o conjunto descrito em Efésios 4:11. São dons dados à igreja, mas que há equivalentes no meio secular, como governo, embaixador, porta-voz, mestre e etc. 3. Dons espirituais. Esse conjunto de dons só há no seio da igreja e é conferido aos batizados com o espírito santo. É desses dons que queremos nos referir.

          Para começo de conversa, queremos dizer que não há dom (no singular) de revelação. Muita gente está dizendo que tem o dom de revelação e nem sabe o que é isso. Há outros que dizem ter dom de marchar, outro engano. Ou se tem dons congênitos ou dons ministeriais ou ainda, dons espirituais, que são os nove relacionados em 1 Coríntios 12:8-10, nos quais vamos fazer uma breve reflexão.
          Existem três grupos de dons espirituais em 1 corintios 12. O primeiro grupo que vamos nos referir é o grupo dos dons de REVELAÇÃO. Esse grupo é composto pelo dom de palavra de sabedoria, palavra de conhecimento e discernimento de espíritos. Pela palavra de sabedoria, Deus revela coisas que ninguém está sabendo, mas que está acontecendo no presente, com alguém ou na sua igreja. Já na palavra do conhecimento (ciência) Deus revela algo que vai acontecer no futuro, com alguém ou na sua igreja. Na palavra de sabedoria Deus dá uma palavra para o aqui e agora, já na palavra de conhecimento Deus dá uma palavra para o futuro. No discernimento de espírito, Deus revela quem de fato está efetuando uma determinada coisa no meio de seu povo. Quanto a fonte, três são as profecia: carnal (do homem), diabólica (diabo) e divina Deus). E como saber quem está falando - só através do dom de discernimento de espírito. Claro que isso é somente um exemplo. Nesses três dons, são dadas todas as revelações de Deus ao seu povo, salvo raras exceções.
          O próximo grupo a quem nos referimos é o grupo dos dons de PODER. Nesse grupo temos o dom de fé, o dons de curar, e o dom de operação de milagres. Para falarmos de dom da fé, temos que, primeiro, nos reportar aos três tipo de fé: fé salvífica ( da salvação), fé como dom do espírito (gl. 5:22) e o dom de fé. O dom de fé é a capacitação que Deus nos dá para acreditar que determinada coisa vai, sem dúvidas, acontecer. Elias quando desafiou os profetas de Baal, tinha certeza da resposta de Deus (1Rs. 18:19. O dom de fé estava em ação naquele evento, o que não aconteceu quando ele teve que fugir de Jezabel para não ser morto.
          Os dons de curar é dado a uma pessoa para exercer um ministério específico na área de curas. Quando Jesus perguntou ao cego de Jericó: o que queres que eu te faça, ali entrou em cena o dom de curas. Jesus não disse que iria orar ao pai e se fosse da vontade Dele, aquele homem seria curado não. Ele disse tacitamente: ser curado (Lc. 18:35-43).
           Já o dom de operação de milagres é a capacitação dada pelo Espírito a uma determinada pessoa para que ele possa interferir na ordem natural das coisas. Esse dom permite que alguém tire água de uma rocha, a outra abra o mar vermelho. Com esse dom uma pessoa pode fazer um machado de ferro flutuar, outra ore e o sol pare. Jesus ordenou a Lázaro que saísse de dentro da tumba depois de quatro dias. O natural era que aquele homem estivesse em estado de putrefação. Isso é operação de milagre. Inverter o curso da natureza.
          O último grupo de dons é o grupo de ELOCUÇÃO. Esse grupo de dons é composto por: PROFECIA, VARIEDADES DE LÍNGUA e INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS. O dom de profecia é o dom no qual o profeta recebe, do Espírito, uma mensagem e a transmite à igreja. Para entendermos esse dom, é necessário se fazer a diferença entre profecia e profecia, isto é, há três tipos de profecias: profecia no dom de Deus. Essa profecia era muito comum no velho testamento, quando o Espírito Santo vinha sobre o profeta e ela transmitia a mensagem de Deus. Um bom exemplo disso é Isaías quando diz: "O Espírito do Senhor está sobre mim e me ungiu para pregar... Há também a profecia no dom de Jesu, que nada mais é do que uma pregação, um sermão ao ser pregado. Por último a profecia no dom do Espírito, que é o caso da primeira carta de coríntios 12. O outro dom de elocução e a variedades de línguas. Esse dom começa com atos 2 e se segue pelo livro de Lucas (os atos dos apóstolos). E afinal, o último dom de elocução é a interpretação de línguas. Para entender esse dom, é necessário fazer a diferença entre interpretar e traduzir. Nesse dom se interpreta o que diz o Espírito Santo à igreja, não é uma tradução, o que só é ´possível entre dois idiomas falados no mundo. Na interpretação de línguas o interprete continua sem saber a língua falada por aquele que tem o dom de falar em línguas.  
          E mediante o exposto aqui, queremos apenas dizer, que isso é uma humilde contribuição naquilo que é de mais deturpado no meio evangélico. Esse assunto não é tratado de forma madura em nossas igrejas nos dias de hoje. Por falta de conhecimento do assunto, muitos têm feito absurdos com o assunto em pauta. Parece mais uma brincadeira o que se ver por aí.
          Que Deus possa ajudar a sua igreja a sair da ignorância que Paulo se refere no verso primeiro do capítulo 12 da primeira carta aos coríntios. O povo de Deus continua sendo ignorante a respeito desse assunto. O que se ver por aí é um verdadeiro festival de brincadeira com os dons do espírito. Essa é minha oração. Tem misericórdia de nós Senhor! Uns pecam por desconhecer os dons e fazerem mal uso dos mesmos e outros por verem esse dons sendo mal usados. Levantas pessoas para esclarecer teu povo, mesmo que alguns queiram que isso continue, pois tal coisa dá uma impressão de que determinada igreja é cheia de "poder". Contudo está escrito: "Meu povo sofre por falta de conhecimento".
 

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