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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O DUPLO TESTEMUNHO DE DEUS (PARTE 1)





          OS DOIS HOMENS



          Para que ninguém possa contestar o plano de Deus para a humanidade, Ele sempre contou ou fez uso de dois objeto ou coisa para Lhe servir de testemunhas. Veja-se por exemplo os dois testemunhos das duas mulheres que foram ao túmulo de Jesus no dia da ressurreição e etc.
          Nessa oportunidade iremos nos deter um pouco em dois homens que muito tem a ver com o plano de salvação: O primeiro e o segundo Adão.



          O PRIMEIRO HOMEM




          A bíblia, em 1° Co. 15:45, na primeira parte do versículo diz textualmente: "Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente". E ainda: O primeiro homem, da terra, é terreno; (I Co. 15:47).         
          Quem foi Adão? Todos sabemos que Adão foi o primeiro homem a ser criado. Antes de cair esse ser humano era perfeito, mas era criatura e toda criatura está sujeita a pecar o que foi o caso. Só o criador não está sujeito a queda. Esse primeiro homem tinha o livre arbítrio, o poder de escolhas.
          Segundo o livro de gêneses Deus criou o homem a sua imagem conforme a Sua semelhança o criou (Gn.1:26). Isso significava que o homem seria dotado de inteligência (Gn.2:20a), poder de escolhas, teria convicção de morte, teria uma lei moral - saberia o que era certo e errado; seria um ser social, isto é, gostaria de viver em comunhão. Enfim, o homem seria um ser dotado de emoções. Um ser totalmente diferente dos animais.
          Deus criou também todas as condições para que o homem vivesse bem sobre a terra (Gn. 1:29-30). Além do mais o Criador o visitava, pois o mesmo ainda não tinha pecado.
          De repente veio o grande cataclisma (permita-me usar este termo): Adão caiu. A bíblia diz que todo o cosmos geme desde que Adão caiu. Toda a natureza geme até que os seus sejam remidos. Adão deixou de crer no que disse o Senhor (Gn. 2:16-17) e creu no que disse o diabo (Gn. 3:4-5), cometendo o mesmo pecado da serpente: querer ser igual a Deus. 
          Assim o pecado entrou no mundo, pois pelo primeiro homem entrou o pecado no mundo Rm. 5:12. Esse é o primeiro Adão.



          O SEGUNDO HOMEM




          A bíblia, também em 1ª Co. 15:45 diz: " ...O último Adão em espírito vivificante". Esse segundo homem se trata de Jesus: "porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo Jesus" (1ª Co.15:22). Ele tem o poder de vivificar, logo só quem é vivificante pode vivificar.E ainda: o segundo homem, o Senhor, é do céu. 
          Com relação ao primeiro homem fizemos a seguinte pergunta: Quem foi Adão? Ao segundo Adão a pergunta é outra: Que é Jesus? Jesus, Disse João Batista: Esse é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele, Jesus, disse de si mesmo: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida... Quem crer em mim ainda que morra viverá... e etc.
          Assim se alguém recebe a Jesus como seu suficiente salvador será vivificado: salvo, não morrerá eternamente. Assim que, se está em cristo Jesus, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo (II Co. 5:17).          
                    

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O ÚLTIMO PROFETA




                                             


          Para início de conversa vamos falar um pouco sobre João Batista que tem tudo a ver com esse blog, por se tratar de um profeta que também vaticinou "num deserto". Nos dias de João, a poeira das seitas religiosas segaram os descendentes de Abraão. Eles não podiam ver um palmo diante de seu olhos naturais. Deserto é símbolo de morte. A profecia do Batista era como água naquela terra seca. O deserto religioso dos filhos da promessa deixava-os num estado de putrefação.
          Esse estado de putrefação não teria chegado aos nossos dias? A Europa e os Estados unidos com um cristianismo nominal e o Brasil vai nesse mesmo caminho. É hora de a igreja levantar sua voz profética antes que o deserto se alastre. 



   I - QUEM ERA JOÃO BATISTA?



          João era filho de Zacarias e Izabel, ela prima de Maria mãe de Jesus, portanto, parente e contemporâneo de Senhor Jesus.
          O profeta foi prometido em profecias no velho testamento (Is. 40:3) ratificadas na nova aliança (Mt. 3:1 e 11:10). O próprio Jesus deu testemunhou sobre ele, logo estava apto a ser embaixador dos céus.
          As profecias e o próprio filho de Deus o comparavam ao profeta Elias (Mc. 9:13, Ml. 4:5). Enquanto Jesus apenas o comparava, os sacerdotes e os levitas o confundiam como sendo o próprio Elias (Jo. 1:21).
          O próprio João tinha convicção de quem ele próprio era e do seu chamado profético (Jo. 1:23).
          Todas as credenciais de um profeta veterotestamentário estavam impregnadas na vida do mensageiro de Deus.
          Os escrito a seu repeito não se referem a nada com relação à vida pregressa do mesmo, pois aqueles escritores acreditavam ser o profeta um personagem já bastante familiar naqueles dias de Israel, contudo podemos conjecturar ser ele de uma das comunidades dos essênios ou da seita de Qumran, essa última conhecida a partir da descoberta dos rolos do Mar Morto.
          Referente à nossa personagem em questão, os escritores dos evangelhos apenas dizem que o mesmo se vestia com pele de camelo (2° Rs. 1:8) e comia mel silvestre, provavelmente uma resina vegetal da região ou mel de abelha. A rusticidade fazia parte da imagem do homem de  Deus.




II - JOÃO E A CONJUNTURA DOS SEUS DIAS         



       As viúvas, os órfãos, os pobres, os estrangeiros e os enfermos que existiam em Israel estavam entregues às suas próprias sortes.
           Os sacerdotes e as autoridades judaicas levavam uma vida de pompas, enclausurados nas suas casas suntuosas, não não tinham porque ter acesso ao povo e o povo por sua vez não tinha como se chegar a eles.           Havia lugares onde só os sacerdotes frequentavam, onde os menos favorecidos não tinham como achegarem-se.
          Havia, também, uma grande desilusão por parte do povo dos dias de João por causa da opressão do domínio romano. Roma usurpava o povo em todos os aspectos, mesmo não o impedindo de praticar sua religião. Só não havia mesmo era lugar para se sonhar com dias melhores.
          Alguns homens apareceram antes de Jesus se dizendo o messias e não o eram, levando com isso a causar decepções, tumultos e frustrações a Israel. Era um panorama de caos.
          Era considerável a quantidade de seitas e partidos religiosos que existiam nos dias do último profeta. Eram eles: os fariseus, os saduceus, os essênios, os zelotes, os herodianos, dentre outros.
          Os segmentos religiosos não respondiam aos anseios da comunidade judaica. Desses, os fariseus que era o segmento dominante da época e que levavam uma vida de meras aparências.




 III - A MENSAGEM DE JOÃO



        O centro da mensagem de João era a chegada do reino dos céus, que ficaria mais bem expresso como:"A chegada do reino de Deus".
          João foi divinamente preparado e chamado para clamar aos seus contemporâneos: "preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas" (Mt. 3:3). Originalmente isso foi dito aos exilados da Babilônia, que voltaram à sua própria terra sob a direção e proteção de seu Deus.
           O último dos profetas, João Batista, foi comissionado a proclamar uma mensagem semelhante e ele   usou os mesmos termos: "Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas", isso porque ele conhecia aquela ordem dada a seus antepassados (Jr. 7:3), ou porque era costume naquele tempo, isto é, toda vez que um governante ia visitar uma cidade ou região era dada uma ordem para que se limpasse o caminho onde aquela autoridade iria passar, ou por ambos os motivos.
          Na pregação de João havia um elemento novo. Elemento esse que determinava aquela mensagem como maravilhosamente maior. O caminho a que ele se referia era no coração do ser humano. E o reino de Deus tão propalado por João em sua fala estava para se manifestar, na plenitude dos tempos, na pessoa do Filho de Deus: Jesus. Por isso se tratava de uma mensagem bem mais sublime. não seria uma estrada que deveria ser preparada para um rei qualquer passar, mas se tratava do coração do homem que deveria ser limpo para que o Rei dos reis pudesse passar e ter acesso ao homem interior.
          O comunicado de João era de uma contundência sem par. Ele conhecia a letargia e a alienação que o seu povo estava vivendo em relação ao Deus que cumpriu a todas as Suas promessas no passado. O profeta partia do princípio de que Jeová não escolheu a Israel, Ele, Deus, o gerou (Is. 43:1), logo aquele povo era propriedade sua, mas a recíproca não estava sendo verdadeira.




IV - O IMPACTO DA MENSAGEM DE JOÃO 



          Como todos os outros profetas do velho testamento, João incomodou a Israel. Elias, a que João era comparado, foi chamado por Jezabel e cia. como sendo o agitador de Israel - por causa de sua mensagem. Ele, João, sacudiu aquela região em seus dias. A sua pregação era tão poderosa que até o rei Herodes passou a temê-lo (Mt. 14:5). Sua comparação com Elias não foi por acaso. Os alicerces da religiosidade em que vivia a terra santa foram sacudidos ao extremo. Tanto é verdade que iam ter com ele toda judeia, toda Jerusalém e todo a província adjacente ao Jordão.
          Os fariseus e os saduceus também foram atraídos pela fala de João. E a esses João os confrontou chamando-os de raças de víboras. Esses dois grupos religiosos tinham como base para as suas alienações o fato de que eram descendentes de Abraão, mas aquele profeta lhes fez lembrar que Deus podia levantar filhos até daquelas pedras que estavam ao redor deles. E João estava se referindo a verdadeiros filho, não apenas a filhos nominais. A verdade é que João sabia que aquela declaração de filiação de Abraão feita por aqueles não estava arrigada no coração, era apenas uma declaração superficial e não era a isso que o convite de João se propunha.
          Aquele convite era para que o homem produzisse frutos dignos de arrependimento. Era para que o ser humano se visse como pecador e incapaz de resolver essa pendência com Deus e não apenas crendo que em se vendo como da linhagem de Abraão estaria com a sua vida resolvida. O que João não queria era que aqueles homens fossem apenas filhos de Deus de fato, como eles se diziam, mas o homem de Deus os queria ver como filhos de Deus de direito, reconciliados com Deus e sendo descendência de Abrão pela fé no autor e consumador dessa fé: Jesus.
          Deus podia gerar filho das pedras sem nenhum ancestral e provavelmente poderiam responder ao chamado de João o que os religiosos de sua época não o fizeram.
          Todos vinham se batizar com joão. Esses tomaram ciência da ira futura e sabiam que o agricultor (Deus) estava com o machado pronto para arrancar toda árvore (pecador) que não desse bom fruto e lançar no fogo (tormento eterno) - (Mt. 3:10).
          A culminância da mensagem do enviado de Deus era o batismo para o arrependimento dos pecados, contudo ele avisa que seu batismo era com água (um efeito passageiro), mas na verdade "Aquele que viria após ele era maior". Aqui João estava fazendo referência a Jesus de quem aquele profeta não era digno de lhe tirar as sandálias. Ele, diz João, vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo (um efeito duradouro). Esse tem poder para pegar a pá e limpar sua eira e recolher o trigo (salvas) no seu celeiro (céu) e a palha (perdidos) queimar no fogo (tormento eterno) - (Mt. 3:12), contudo um batismo no seu ministério fez o  intrépido mensageiro "tremer na base". João viu que entre as pessoas que o procuravam estava o Messias que, como os outros, se dirigiu para ser batizado.
          João quis hesitar, não querendo batizar a Jesus. O Mestre o entende e o encoraja: "Deixai por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça". Jesus sabia do significado que tinha a conclamação que João fazia aos judeus. Ele não podia ficar de fora do batismo do mesmo; embora  não tendo  consciência de pecado pessoal, Jesus também tinha consciência do profundo significado que a profecia de João tinha para Ele como o messias de Deus. Por isso Ele se apresentou. Jesus aceitando o batismo de João, estava aceitando, por tabela, o Seu destino. 
          João batiza Jesus e todos viram o céu se abrir e descer uma pomba sobre o Messias e uma voz, também vinda do céu, que dizia: "Este é meu filho amado em quem me comprazo". 
          Certamente a mensagem de João teria o mesmo efeito nos dias de hoje. As seitas e religiões estão por todos os lados. Os sofismas, aquilo que parece ser bíblico, mas não o é, se espalham como água nos dias de chuvas. Os que negociam com a palavra de Deus surgem a cada dia. Em alguns círculos cristãos evangélicos Deus não é mais o centro do culto. Mamom se tornou o centro da adoração. As riquezas, os bens materiais, o "aqui e agora", o imediatismo desenfreado ocupam o maior tempo dos seres humanos. O relativismo pós moderno impera em todos os quadrantes.




CONCLUSÃO



          Sabemos que João, o batista, mandou dois de seus discípulos indagarem a Jesus se Ele seria mesmo o Messias prometido a Israel. João teria tido dúvidas? Sabe-se, também, que ele foi preso e degolado na prisão a mando do rei Herodes. João teria conhecimento de que os profetas de Deus para Israel tinham sida mortos em Jerusalém (Mt.23:37-39)? Isso agora não nos seria tão importante. Até porque o que nos é digno de nota é que aquele profeta foi mais um dos que foram fiéis até a morte. 
          Poderíamos conjeturar muitas coisas sobre o batista, mas o que é relevante aqui é percebermos que o último profeta da velha aliança revolucionou os seus dias com sua pregação a um povo apóstata. E nós, o que estamos fazendo? Não importa se João foi profeta na ética do velho testamento e nós na ética da nova aliança, o que se deve fazer é erguer os olhos e ver que o deserto é o mesmo. É hora de conclamarmos de novo: EIS AÍ O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO! 
          
       
          
 

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