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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

AS CARTAS DO APOCALIPSE (7ª CARTA)




          Carta à igreja de Laodiceia


          Sétima e última carta na ordem apocalíptica, mais uma vez vemos Jesus se identificando como remetente da mesma. Laodiceia, como as demais, ficava na Ásia Menor, atualmente Turquia. Essa cidade era um centro bancário, vivendo da opulência de suas riquezas. Nesta região, acredita-se haver, naquele tempo, várias fontes de águas termais (águas quentes) que ao chegar até ali, por meio de aquedutos, chegava àquela cidade já mornas, perdia a temperatura alta e chegava apenas morna. Ali também existia a fabricação de um colírio. Também se fabricava lã. As águas mornas de Laodiceia não eram potáveis, tanto que se alguém a ingerisse a vomitaria. Por tudo isso, a razão da linguagem da carta.
         Nessa carta não aparece nenhum elogio feito por Jesus. A única coisa que se ver é reclamações por parte da Senhor. A expressão: "Estas coisas diz o amém, significa - Aquele que tem a palavra final, a testemunha fiel e verdadeira,o princípio da criação de Deus (Jo. 1:1,2)", mais uma vez identifica Jesus como autor da carta. E o autor da carta começa falando da mornidão daquela igreja. Mornidão que nada mais é do que um estado intermediário entre o quente e o frio. Isso nos mostra que Deus não é Deus de meio termo. Está em cima do muro é está frontalmente contra todo projeto de Deus. Ou você serve a Deus ou ao diabo. Por isso em apocalipse a expressão: " Veio um dos sete anjos que tem as setes taças e falou comigo, dizendo: Vem mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas, com quem se prostituíram os reis da terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os habitam na terra (Ap. 17:1,2)". A GRANDE E ÚNICA OBRA DA IGREJA ROMANA NA TERRA É ENSINAR A HUMANIDADE A ADORAR A DEUS E AOS ÍDOLOS. Com isso ela divide a adoração, que deve ser dirigida só e somente só a Deus. Isso é meio termo. Você fica divido entre Deus e os ídolos. Deus não aceita a adoração feia a Ele e aos ídolos. Esse era o grande problema de Laodiceia. Por isso Jesus diz que aquela igreja era pobre, miserável, nua e cega e infeliz, não necessariamente nessa ordem, mas era esse o estado daquela congregação. Outro problema de menos magnitude, era o fato de ela se achar rica. Aquela cidade tinha um padrão de vida alto e a igreja estava inserida nessa realidade. Com certeza ela tinha um boa entrada de dízimo, logo não tinha mister de nada. Mas Jesus a chama de pobre e miserável. Há denominações nesse mesmo estado. Pobre e miserável apesar de ser grande e numeroso seu rol de membros. Como Deus ama seu povo; logo apresenta a solução para Laodiceia: "aconselho te que compres ouro refinado pelo fogo (divino) para te enriqueceres (bênçãos do céu), vestiduras brancas para te vestires (santidade), para que não seja manifestada a vergonha de tua nudez (distância de Deus) e colírio para ungires os olhos (unção de Deus), afim que vejas" (Ap. 3:18)".
          Esse comportamento de Laodiceia põe Jesus para fora da igreja. Ele precisa dizer: Eis que estou à porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo. Isso quer dizer: Ei, me puseste para fora de ti. Mas estou à porta, batendo, me convida de novo para entrar. E não me deixes apenas na sala de visitas, me chame para o lugar mais íntimo da casa que é a sala de jantar. A sala de visitas é para os desconhecidos, os amigos são mais íntimos, seu lugar é onde toda a família se assenta para o deleite das refeições.
          A indefinição de Laodiceia incomoda o Senhor. A indecisão de Laodiceia provoca vômito, nojo. Ou somos oito ou oitenta se quisermos agradar aquele que nos chamou para a sua maravilhosa luz. Meio termo, está em cima do muro, tudo isso é abominável ao Senhor. Que possamos comprar colírio para ungir nosso olhos e vermos o estado deplorável que vivemos. Sentar-se junto ao Senhor em seu trono requer tomar posição por Ele aqui. Que Deus tenha misericórdia de nós. Dizer como Isaías: "Eis-me aqui...", é necessário já.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

AS CARTAS DO APOCALIPSE (6ª CARTA)




         Carta à igreja de Filadélfia


          Sexta carta de Jesus a uma igreja na Ásia. Desta feita à igreja em Filadélfia (Amor fraternal), essa cidade estava localizada ao longo de uma importante estrada de viagem que ligava Pérgamo ao norte, com Laodiceia ao sul, nos tempos neotestamentário ela fazia parte da província romana na Ásia. A cidade foi devastada por terremoto em 17 depois de Cristo e foi reconstruída pelo imperador Tibério, momentos depois.
          Nessa igreja o único problema não tem nada a ver com ela. Ali estavam os da sinagoga de Satanás, relacionados em duas outras cartas, pelo próprio Senhor. Mas com esses o Senhor prometeu tratar com os mesmos pessoalmente. Isso era assunto privado do próprio Jesus com aqueles. A única coisa que aquela igreja teria que fazer seria continuar sua vida normalmente.
          Para essa igreja sobram elogios. Para ela o próprio Jesus não poupa bons adjetivos. Toda via, para que ninguém diga que há uma igreja sem problemas, ele mostra a turma dos que se dizem e não são, a turma da mentira.
          Provavelmente essa igreja era formada por pessoas humilde - "que tens pouca força, talvez indique a humildade de sua gente. Mas Jesus garante uma porta aberta, isso pode indicar uma porta missionária, o que muitas igreja fortes desejariam e desejam ainda hoje. Outra característica dessa igreja era a sua perseverança, motivo pelo qual Jesus faz promessa àquela congregação de crentes nele.. A igreja em Filadélfia despensa comentário. É uma igreja bênção na mão de Deus. Das igreja existentes na Ásia essa talvez foi a que menos sofreu influência satânica, influência dos deuses pagãos do mundo grego. Talvez tenha sido isso que a fez tão elogiada pelo Senhor Jesus. Apesar da aproximação com Sardes, Laodiceia e Éfeso, o culto de prostituição com os ídolos não contaminou a igreja de Filadélfia. Essa igreja, provavelmente se fechou para a influência dessas outras cidades e seus ídolos. Como é bom encontrarmos crente fechados para a influência mundana. A igreja em Filadélfia é um dos grandes testemunhos de que a amizade com o mundo é inimizade com Deus. Essa igreja deve ter sido assediada pelos da sinagoga de satanás, pelos nicolaítas, pelos balaonitas, pelas Jezabels (termos sugeridos por mim) da vida e não cederam, não abriram mão da adoração pura e genuína. Esse é o exemplo de igreja que a si mesma resolveu ser guardiã da palavra de Deus. Quer ver um exemplo de falso judeu? É aquele que baseia sua pregação, prática e regra de fé no velho testamento e não a pratica, nem tão pouco o vive no dia a dia. Embora haja os que falam, falam e não vivem aquilo.
          Mais uma vez vemos o bradar: "QUEM TEM OUVIDOS, OUÇA O QUE O ESPÍRITO DIZ ÀS IGREJAS".

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

AS CARTAS DO APOCALIPSE (5ª CARTA)




          Carta à igreja de Sardes


          Quem era Sardes? Sardes era a capital de Lídia. .Correspondente ao moderno vilarejo turco de Sart (província de Manisa). Tendo sido depois a sede de uma província romana após a reforma administrativa de Deocleciano e continuou pertencendo a Roms antes e depois do período bizantino. Cidade bem fortificada e próspera, pois ficava situada perto do vale do rio Hermo, região do mar Egeu. Mais uma igreja na Ásia, alvo da preocupação do Senhor da igreja.
          Ao anjo da igreja escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete espírito de Deus (plenitude do Espírito Santo) e as sete estrelas (plenitude da igreja de Jesus): Conheço as tuas obras, que tens nomes de que vives e estás morto (Ap. 3:1). Isso mostra a condição que aquela igreja estava vivendo. O Espírito Santo a cada dia estava sendo posto para fora daquela igreja. Aparentemente ela estava bem - Tens nome de que vives..., mas era apenas aparência. Deus estava sendo posto para fora. Ela estava semelhante aos escriba e fariseus da época de Jesus. Estava como sepulcros caiados e bem tratados por fora, porém dentro  só haviam ossos; podridão de morte no âmago.
          Com essa igreja, o mestre começa mostrando o problema dela. Mas mostra-lhe a saída para o seu dilema. O senhor começa com uma palavra de ordem: Sê vigilante e confirma o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegra as tuas obras na presença de meu Deus (v 2). A ordem e ser vigilante, ter cuidado, ficar de olho naquilo que Deus quer de seu povo. A outra ordem é lembrar-se do que tem recebido e ouvido da Parte de Deus. Se assim procedermos não seremos surpreendidos com o retorno de Jesus (v 3). Todavia, em Sardes, como sempre, Deus conta com seu remanescente fiel, eu entendo que foi por causa desses que Jesus endereçou essa carta. Esse remanescente não se contaminaram com a frieza da igreja de Sardes e andarão com vestidura de salvos, com seu Senhor, pois são dignas (v 4). Esses terão seus nomes confessados diante de Deus e seus anjos (v 5). Quem tem ouvidos, ouça o que o espírito diz às igreja (v 6).
          Que a aparência de Sardes nunca nos contamine. Apesar de toda luta e tribulação, desânimo e aflições que temos passado, nunca podemos deixar que a frieza gere morte espiritual dentro de nós.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

AS CARTAS DO APOCALIPSE (4ª CARTA)




          Carta à igreja de Tiatira


          Podemos dizer que essa carta é a mais extensa, enviadas às igreja. Tiatira, também situada na Turquia, no caminho de Sardes e Pérgamo. Atualmente se chama Akhisar, que significa Castelo Branco, terra de Lídia, primeira pessoa convertida na Europa, pelo apóstolo Paulo (At. 16:14-40) . Tiatira era uma cidade industrial da época.
          Satanás estava presente e ativo na Ásia quando Jesus envia aquelas cartas às suas igreja, naquele momento. Ele tinha sinagoga em Esmirna (2:9) e Filadélfia (3:9), e um trono em Pérgamo (2:13). A Ásia era o centro da adoração a Satanás, através dos deuses gregos. Aqui em Tiatira ele tinha uma profetiza que incentivava os crentes a conhecerem as "coisas profundas de Satanás" (Ap. 2:18-29).     
          Mais uma vez se ver Jesus elogiando uma igreja. Aqui Ele começa enumerando as obras da igreja que tinha tudo para desanimar, mas mantinha sua fé operante em prática (v 19), que aliás é isso que o Senhor espera de nós cristãos, a fé que não nos deixa desanimar, parar no caminho. Apesar da presença de Satanás naquele lugar, as  obras daquela igreja eram mais numerosas que as primeiras. Isso é fé. O mundo pode está desabando, o crente em Jesus tem que continuar a produzir e a produzir mais e mais. E quais eram essas obras: amor, fé, serviço, perseverança.
          Todavia, vemos o mestre enumerando os problemas daquela congregação de salvos: Se dizer profeta e profecia antibíblica  -"Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher (parece que estou vendo os ciclos de oração domésticos) que a si mesma se declara profetiza (novamente o risco de si declarar), não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos ( deuses da mitologia grega). Esses problemas da igreja naqueles dias não estaria presente em nossas igrejas hoje? Muitos não estariam se dizendo profetas e profetizas e ensinando o povo de Deus a se prostituir hoje? O que é isso pastor? Isso é exagero! Exagero para quem não sabe que existe a prostituição CULTUAL. Isso mesmo! Há profetas levando o povo santo a adorarem ao diabo dizendo que é Deus que está falando. Muitos ciclos de oração e vigília nos quais os crentes, até aqueles sérios, estão ouvindo e falando com o diabo e nem sabem. Nem todos os ciclos de oração e vigília, mas tenha cuidado em alguns! Há dois tipos de cultos; o culto ao Deus vivo de Israel, mas há, também, o culto aos demônio. O culto que não é a Deus, é culto de prostituição com os demônios. Acorda povo de Deus!!!!! Já me perguntam: pastor, eu acho que há salvação para alguns que estão na igreja católica, o que o senhor acha? Minha resposta é dada com uma outra pergunta: A quem se cultua lá? É a Deus? Deus  repudia a prostituição cultual. Deus não divide sua glória com ninguém, ainda que esse alguém seja a pessoa que teve e cuidou de seu filho.
          Bem, Essa pseudo profetiza, chamada de Jezabel, uma alusão à esposa do rei Acabe, pois era isso que aquela Jezabel da época do rei Acabe fazia; ela levou o povo de Deus daquela época a se prostituir com os ídolo pagãos de seu povo (1Rs. 16:31;21:25; 2Rs 9:7-37). Por isso a profetiza de apocalipse recebeu esse nome.
          Todavia, Jesus diz que lhe deu tempo para se arrepender, parar com aquilo, se arrepender e abandonar aquela prática, mas quem vive nessa prática não a quer largar. E o Senhor diz que a vai prostrar numa cama, não a cama de sua prostituição, mas a cama da tribulação, do sofrimento, da dor. Quanto aos seus filhos, filhos da Jezabel, Jesus promete matá-los. Todos os filhos de Jezabel ainda hoje correm risco de morte e nem se quer sabem.
          Quanto ao remanescente fiel dessa igreja o Senhor diz: "Tão somente conservai o que tendes até que eu venha. Ao vencedor, que guardar até o fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações...
          Quem tem ouvidos, ouça o que diz o espírito às igrejas.


          

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

AS CARTAS DO APOCALIPSE (3ª CARTA)




          Carta à igreja de Pérgamo



          Mais uma cidade da antiga Antioquia, atual Turquia, alvo de uma carta do próprio Jesus. Mais uma vez  vamos tentar mostra os elogio e os problemas de outra igreja, desta vez na igreja de Pérgamo, atualmente chamada de Bergama, antiga capital da Àsia.

          Novamente Jesus começa ditando a carta e na mesma se identificando como o Senhor: "Estas coisas diz aquele que tem a espada (palavra) afiada de dois gumes (Ap. 1:16). No  verso 3 há uma referência ao trono de Satanás, que provavelmente seja uma alusão ao templo de Zeus (o salvador na mitologia grega), a Esculápio e outros deuses gregos. O elogio dirigido àquela igreja vem do fato da mesmo está situada onde fica o trono de Satanás e ela permanecer firme sem negar a sua fé, mesmo tendo Antipas, um servo de Deus sido morto. Antipas, primeiro cristão mártir na Ásia.
          Nessa igreja podemos enumerar dois problemas: O primeiro era o fato de haver ali quem sustentasse a doutrina Balaão, que nada mais era do que a mesma coisa que os nicolaítas defendiam. Balaão foi quem ensinou a Balaque a doutrina a desobedecerem o que ficou determinado em Atos do apóstolo capítulo 15 e verso 20, que está também em números 25:1-2; 31:16. O segundo problema era haver os que, da mesma forma, isto é, sustentavam a doutrina dos nicolaítas, que era a mesma que foi ensinada a Balaque, desobediência, prática da imoralidade; comer coisas consagradas aos ídolos; comer coisas sufocadas. Era a mesma doutrina de Balaão, por isso a bíblia diz, nesse verso: "da mesma forma". Hoje existe evangélicos que ensine e pratique a homo-afetividade, exponha o corpo em blocos de carnaval e etc., dizendo que é possível biblicamente. Isso e Balaonismo.
          Contudo, o Senhor mais uma vez adverte: "Quem tem ouvidos ouça o que o espírito diz às igrejas.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

AS CARTAS DO APOCALIPSE (2ª CARTA)




          Carta à igreja de Esmirna
                (Apocalipse 2:8-11)
                    


          Mais uma carta de Jesus para a sua amada igreja. Como Ele ama esse povo! Quanto cuidado dispensado pelo criador àqueles que seriam alvos de seu maravilhoso plano de salvação.
          Nessa carta o senhor começa, mais uma vez, mostrando que é Ele, Jesus, quem dita as palavras dirigidas àquela igreja (Ap. 2:8). Novamente Ele começa elogiando aquela igreja que ficava na Antioquia, hoje turquia. No verso nove Jesus fala da tribulação daquela igreja, de sua pobreza, mas fala da blasfêmia dos que se dizem judeus. Essa expressão, nos dias de hoje seria mais ou menos o seguinte: "Eu conheço a blasfêmia dos que se dizem pertencer à única igreja evangélica que vai para o céu". Ou você nunca ouviu isso? Mas ouviu alguém dizer: "Eu não dou a Paz do Senhor a todo crente, pois crente só na minha igreja, o resto não é". Meros religiosos como os pseudos judeus de Esmirna. A igreja evangélica está abarrotada de judaizantes problemáticos como em Esmirna, que acham que são mais crentes por se vestirem assim ou assado. Do jeito que os judeus confiavam no ser filhos de Abraão, há, hoje, crentes confiando num santuário chamado ROUPA. Essa gente causam tanto problemas na Esmirna de hoje. Além da provas que essa igreja passou, esse era o grande problema de Esmirna, os judaizantes. Você pode está se perguntando como os pseudos judeus causam tanto problemas. Respondo: No estado da paraíba, onde conheço "in locu", toda denominação que está fazendo missões, nos sertões, enfrentam um grave problema para implantar um igreja. Ainda não entendeu? Existe uma denominação, produtora de judaizantes, que faz dispensável o trabalho do diabo, isto é - Criam os maiores problemas para as denominações missionárias ali. Os judaizantes falam mal da nova denominação, se intrigam com novos crentes, com os missionários. A comunidade começa a perceber e o estrago está feito. A bíblia é clara ao afirmar que para haver crescimento na igreja do Senhor Jesus é necessário que haja unidade, comunhão (At 2:47). A igreja de Jesus tem que cair na graça da comunidade, para então começar a crescer. O diabo que sabe disso logo levanta os da sua sinagoga, para que a igreja não caia na graça do povo local, criando tumultuo e confusão e gerando desconforto na comunidade. É, meu irmão, não foi só antigamente não, hoje eles também são problema. Que Deus nos ajude e tenha misericórdia de sua igreja. O maior mal da igreja de Jesus está dentro dela, não está fora não. Tem muita gente pensando que só o diabo é o inimigo da obra de Deus. Como somos ingênuos.
           Eu poderia até dizer que além das dificuldades normais de expansão do evangelho, os judaizantes modernos são a maior barreira para o evangelho. Era isso que estava acontecendo na Esmirna dos dias da carta do apocalipse. Mas o mestre diz: Quem tem ouvidos ouça o que o espírito diz às igreja, o que suportar essas coisas no meio da igreja, não receberá o dano da segunda morte (Ap. 20:14-15 e 21:8).

domingo, 10 de fevereiro de 2013

AS CARTAS DO APOCALIPSE (1ª CARTA)




          Carta à igreja em Éfeso
               (Apocalipse 2:1-7)


          Toda a bíblia foi divinamente inspirada por Deus (2Tm. 3:16), contudo as cartas não somente foram inspiradas, como foram ditadas pelo próprio Senhor. A diferença é que na inspiração Ele deixava que o escritor escrevesse segundo o seu grau de instrução, conhecimento, cultura e visão de mundo, aqui Ele, Jesus, dita literalmente, palavra por palavra: "Ao anjo da igreja em Éfeso escreve:". Essa é uma das partes da bíblia em que Deus dita, nas demais Ele apenas inspira e o escritor fica à vontade para fazer seu trabalho. Por isso quando o escritor do livro de Josué (ele mesmo) escreveu em Josué 10:12-15, que o sol parou no vale de Aijalom, na verdade quem parou foi a terra, o sol já é parado, quem gira é a terra, contudo era essa a cosmovisão daquele escritor. Aliás só muito depois Galileu Galilei descobre o heliocentrismo, teoria de que a terra gira em torno do sol. Ele não era astrônomo e assim o escreveu. Não entendeu como a terra pararia? Pergunte a quem a parou e Ele te falará sobre o assunto. Já, já abordaremos esse assunto. Mas voltemos para nossa carta.

          A expressão: "Essas coisas diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas", refere-se a plenitude de pastores que Jesus teria em suas mão em todo tempo da existência da igreja Dele. Estrelas: pastores; Já a outra expressão: "e que ando no meio dos sete candeeiros de ouro", significa a plenitude de sua igreja em todo o mundo. Candeeiro: igreja. Jesus governa pastores e anda no meio de sua igreja.
          Nessa carta o Senhor começa tecendo elogios à igreja dos efésios. Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, uma referência a homens, principalmente na própria igreja, onde sua característica maior é criar tumultos e confusões. São pessoas arrogantes a ponto de ninguém saber mais do que elas. Não temem a ninguém. Eu arriscaria dizer que são sociopatas, isto é, ninguém está acima delas. Outro elogio foi o de que aquela igreja sabia, depois de ter posto à prova, os que se declaravam apóstolos e não o eram. Eram mentirosos. Se dizer é muito arriscado. Deixemos que os outros o digam. Existem, desde estes dias os que se dizem e não o são e nunca o foram e nunca serão. Outro elogio é que aquela igreja passou provas e nunca esmoreceu.
          Contudo o Senhor da igreja se queixa que aquela igreja deixou seu primeiro amor. O primeiro amor nada mais é do que aquele fervor dos primeiros dias da conversão, ou dos primeiros passos do ministério. Olhemos como agíamos e vamos lá de novo. Outro elogio é que Jesus sabia que aquela igreja tinha senso crítico. Ela sabia que as obras dos nicolaítas eram más. E quem eram esses nicolaítas? Membros da igreja de Éfeso que queriam viver um evangelho light. Um evangelho sem proibições, onde os crente poderiam, segundo eles, comer coisas imundas e impuras, viver uma vida desregrada sexualmente, viver na idolatria, contrariando o que ficou determinado no concílio de Atos 15:20. Já a Bíblia da Mulher, da Editora Sociedade Bíblica do Brasil, em uma nota de rodapé diz que esse grupo citado por Jesus, os nicolaítas, era um povo dominador, subjugador, enfatizando, assim, o caráter dominador desse grupo (página 2056 - Barueri-SP - ano 2011). Sempre existem grupos querendo dominar  no meio da igreja. Esses grupos passam por cima de tudo e todos. São rolo compressor. Mas na igreja há os que os detectam e os "odeiam", odeiam suas obras. Essa foi a expressão usada por Jesus.
          Graças a Deus, que sempre há alguém de olhos abertos, na igreja de Jesus. Nem tudo que está acontecendo no seio da igreja é a vontade de Deus. Contudo os nicolaítas  querem a todo custo dominar. São arrogantes, porém travestidos de humildade, vão levando sua vidinha mesquinha e pisoteando os que se opõem a eles. Quem tem ouvido ouça o que o espírito diz às igrejas.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

DESERTO: LOCAL DE MUITOS E GRANDES MILAGRES.




          Você já parou para pensar que foi no deserto onde Deus mais operou milagres. De dia uma nuvem protegia Israel do calor escaldante do deserto. À noite uma coluna de fogo iluminava aqueles caminhantes e peregrinos judeus. Maná era enviado por Deus para saciar-lhes a fome. Água saía de uma rocha para matar-lhes a sede e essa rocha era o próprio Jesus, diga-se de passagem (1Co. 10:4) Suas roupas não envelheciam. Os calçados acompanhavam-lhes o crescimento dos pés. Montanha tremia. Fogo e fumaça se via no arraial. Moisés ficava com o rosto resplandecente, quando falava com Deus no monte. Guerras foram ganhas. As águas de Mara se tornaram doces. Codornizes foram mandadas para alimento dos judeus. O próprio Deus escreveu, numa pedra, suas leis santas. O anjo do Senhor ia adiante do povo. Por fim o grande milagre da abertura do mar vermelho.

          Contudo, uma coisa nos devia chamar a atenção: o povo não tinha muita intimidade com Deus, apesar de ter visto tantos milagres e maravilhas, operados pelo Senhor. Foi o homem de Deus se ausentar para eles se desviarem do objetivo de sua saída do Egito. Como nos nossos dias, o ser humano depende de uma figura humana, assim era nesses dias. Moisés não tinha o poder da mídia nesse tempo, para se manter sendo visto pelos seus. Nem se quer um banner ele não dispunha. Uma fachada com sua foto no tabernáculo fez muita falta ao homem de Deus. Tantos milagres somados a tanta ignorância espiritual fez o povo de Moisés, de imediato, se voltarem a um deus de imagem de fundição, provocando a ira de Deus (Ex. 32:1-10). Tantos milagres e o povo se tornou idólatra num piscar de olhos, custando-lhes a vida, pois Moisés mandou matar todos os idólatras (Ex. 32:25-29).
          
          Por tudo isso Deus prometeu em sua palavra que aquela geração perversa, que saíra do Egito, que foi alvo de milagres, prodígios e sinais, não chegaria à terra prometida (Dt. 1:34-35). O Senhor fez com que aquele povo girasse em círculo e se demorasse a caminho do mar vermelho, para que os que saíram da terra de Faraó envelhecessem,   morressem e não chegassem (Dt. 1:40). Apenas os seus descendentes se apossassem da promessa da terra prometida (Dt. 1:39). Desta geração só Calebe, filho de Jefoné e por fim, Josué, filho de Num entraram na terra prometida. Sobrou até  para Moisés, que também não viu a terra prometida.

          Sinais e milagres nem são certificado de santidade, nem tão pouco diploma de salvação. Jesus certa vez curou dez pessoas e só uma voltou para o agradecer e a esse último Ele diz: "A tua fé te salvou".
          O povo do deserto não entrou no descanso tão prometido por Deus. Deus fê-lo andar por quarenta anos no deserto, para que só seus filhos vissem a terra prometida. Mas você pode está se perguntando: "E não seriam necessários os quarenta anos para eles chegarem em Canaã? Não. Bastaria um quarto disto ou até menos, garantem alguns.
          Povo de Deus, vamos alertar aos adoradores de milagres e seus milagreiros que adorem ao Deus do milagre. Senão os "Moisés da vida" e seu povo podem não entrar na "Canaã de Cima". O milagre pode ser enganoso. Só a fidelidade a Deus é garantia, é confiável. Deus chamou o povo no deserto de geração maligna (Dt. 1:35). Isso é muito sério. Na multiplicação dos pães muitos foram saciados, contudo muito abandonaram a Jesus, só os discípulos continuaram com o Senhor ( Jo. 6:60-71). Mais uma vez o milagre deu prova de que não segura ninguém junto à fidelidade de Deus. O milagre poderia ser comparado a um "bico" que um profissional faz, o bico se acaba e o profissional não volta mais ao local daquele seu trabalho esporádico. O milagre geral oportunismo.
          Os sinais são para o povo de Deus. Mas o centro da mensagem da palavra de Deus é a salvação, a Canaã de cima. O resto vem por tabela (Mt. 6:33).

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

UM VENENO CHAMADO RELIGIOSIDADE



          A religiosidade é vinho que embebeda, embriaga as pessoas (Ap. 17:2), a ponto de elas não terem como tomar iniciativa própria a respeito de sua condição espiritual. Todo religioso é praticante de um culto irracional, isto é: Não sabem a quem estão cultuando, por que estão cultuando. O religioso é ritualista, formal, defensor da tradição, doente espiritual, por natureza.
          A nação judaica era religiosa por "natureza". Lancemos olhares sobre Israel no tempo de Jesus. Quem matou Jesus foi a religiosidade. Os Judeus confiavam no fato de que eram "filhos de Abraão" (Mt. 3:9) e isso era tudo para eles. Cegos, não viram que o filho de Deus estava em seu meio (Jo. 9:39). Tornaram-se cegos, não viram que o tempo da visitação de Deus chegara. Mas há um detalhe no meio religioso que deve-se levar em consideração. Geralmente o religioso tem interesses pessoais a zelar. Veja-se Saulo (depois chamado de Paulo). Esse jovem tinha livre transito no sinédrio, ele era bem articulado na alta cúpula judaica. Ele era bem letrado. Hoje poderíamos dizer que Saulo era aspirante à fama. Foi Educado por Gamaliel (At. 5:34-40), um erudito judeu At. (22:3), de quem muitos gostariam de ter sido aluno. Humanamente Saulo era um jovem bem preparado para os negócios deste mundo. Certo dia a chance de sua vida pode ter chegado. Ele precisava se tornar importante. Ninguém se engane não. Saulo tinha suas aspirações como qualquer jovem tem. Provavelmente não foi só o zelo por sua religião que o levou a pegar carta com as lideranças judaicas, para prender cristão (At. 9:2). Temos que ter muito cuidado, pois o corporativismo religioso tem levado muitos dessabores no meio evangélico. Muitos aspirantes ao episcopado se aliam aos líderes e se submetem a tudo que é de interesse desses líderes, sem nem ao menos se preocuparem se isso ou aquilo é correto, ou pior, nem param para ver se é a vontade de Deus. Querem é sair bem na foto com seu mestre. Foi o que Saulo fez. Partiu para a guerra sem saber que estaria lutando com o Deus de Israel, a quem tanto presava. E um dia ouviu a pergunta que jamais gostaria de ouvir: "Saulo, Saulo, por que me persegues"(At. 9:4). O religioso é tão cego, que nem percebe que está indo de encontro ao senhor da igreja. Mas o Saulo estava certo de que estava fazendo o melhor para Deus. O que se passava na mente daquele jovem? Era só o afã de salvaguardar seu farisaísmo desenfreado?Desconfio que não. Se ele soubesse que estava lutando contra Deus, ele daria um passo atrás. Mas sua cegueira não o deixava ver, apesar de ser letras na lei (At 22:3). de Deus.
          Como pouparíamos tantos desgostos se a obra de Deus, de fato, estivesse a cima de nosso interesses pessoais. meu leitor, se você pertence a um círculo religioso, apenas porque já se acostumou com ele, é tempo de rever isso. Saulo fez isso. Um dia teve um encontro com o Senhor Jesus, caiu-lhe as escamas que o cegava e ele pode ver, finalmente, onde estava e qual era a sua real situação. E o perseguidor passou a ser perseguido. E Por que possou a ser perseguido? Porque passou a pensar com sua própria cabeça (Rm12:1). Não ficou alienado ao grupo religioso, a quem tanto admirava. Essa forma de ver o mundo não interessa a grupos religiosos que querem ter o domínio total de seus adeptos. Saulo (Sallus do Grego=saul do hebraico), virou Paulo, um homem determinado a defender sua fé, fé no filho de Deus.
          Meu amado leitor, peças a Deus que o ilumine e que lhe retire as escamas (At. 9:18), que sua religião pôs em você, para que possas ver o filho de Dele. O autor e consumador da fé. Aquele que reina e vive para sempre, apesar de ter sido morto e morto numa cruz. Aquele que está voltando para buscar a sua igreja, também conhecida como noiva do Cordeiro. O tempo urge. Apresse-se! Pois amanhã pode ser muito tarde! 
 

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