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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A INQUISIÇÃO DE CALVINO






          O mundo religioso da idade média foi tomado de assalto pela reforma religiosa efetuada por Martinho Lutero. Reforma essa que abalou as estruturas da igreja católica, que até então reinava absoluta no contexto em pauta. Aquele religioso católico, que até então não tinha contato íntimo com a bíblia, a palavra de Deus, passou a tê-lo em meio ao evento inesperado com o livro santo. Nsse contato com a bíblia sagrada ele descobriu que o que era pregado e vivido pelo meio romano não condisia com a palavra santa: Pagamento de indulgência para que entes queridos e familiares saíssem do purgatório (lugar inventado pela igreja católica, pois não consta na bíblia; onde as almas eram purificadas antes de irem para o céu; interceção de Maria, indo de encontro à 1ª carta de João 2:1 e correlatos; a doutrina de que não há salvação fora da igreja romana e outras). O que nos chama a ateção é que mesmo formado em teologia o mesmo não conhecia a bíblia. Mas num certo momento ele tem acesso ao livro sagrado e descobre que o ensino que vinha ensinando estava errado e se insurge contra aquele engano.
          Dentre as 95 teses defendidas por aquele monge até então católico, pois o mesmo foi expulso do mundo romano depois disso, aqui estão cinco delas: 1. SOLA GRATIA (somente a graça de Deus), 2. SOLA FIDE (somente a fé), 3. SOLUS CHRISTUS ( somente Cristo), 4. SOLA SCRIPTURA (somente a escritura), 5. SOLI DEO GLORIA (somente a Deus a glória); enfim, com essas e mais noventa teses ele escancarou as mentiras de roma e causou um cisma na igreja católica, onde países do velho mundo abriram os olhos e aderiram às doutrinas luteranas, deixando a igreja imperial de roma, com exceção de Portugal e Espanha que insistiram em ficar com o catolicismo. Países estes que colonizaram outras nações que vivem até hoje como países de terceiro mundo, nações pobres, enquanto os seguidores de Lutero tornaram-se países de primeiro mundo, ricos, diga-se de passagem (Feliz é o povo cujo Deus é o Senhor e o povo que Ele escolheu para a sua herança).
          Contudo roma não se deu por vencida e preparou uma contra reforma no intuito de desfazer o estrago que Lutero causou. Nessa contra reforma valia de tudo para reaver os prejuízos causados pelo monge Alemão. Inclusive criando-se um tribunal para julgar os que se desviaram da igreja oficial de Roma. E nesse tribunal criou-se a SANTA INQUISIÇÃO, que de santa não tinha nada. Esse tribunal inquiria a todos que deixaram a religião romana. Quem não voltasse a fazer parte dos quadro da igreja de Roma, deixando o luteranismo, seria punido e muitas das vezes com a própria vida. Muitos foram queimados em praças púbicas, como foi o caso do cientista Giordano Bruno, para servirem de exemplo a outros que não negassem as doutrinas de Lutero. E o que eu quero aqui é me referir a um fato muito similar a esse, só que desta feita o mesmo não foi executado pela igreja que Lutero passou a considerar como satânica, mas esse momento negro da história foi promovido por um dos mais reconhecidos reformadores cristão evangélicos: JOÃO CALVINO!
          Não podemos negar a importância de Calvino para o reino de Deus. Sua contribuição teológica foi e é muito volumosa e valiosa. Mas como ser humano nos deixou um legado obscuro: sua inquisição - também não foi santa, para variar. Vamos aos fatos:
          Calvino foi um teólogo reformador e líder eclesiástico do século XVI. Nasceu em 10 de julho de 1509, em Noyon, na picárdia, na França. e morreu em 27 de maio de 1564, em Genebra na Suiça. Em 1528 foi graduado mestre em teologia. Em 1532 foi doutorado em direito, em Orleans. Em 1535 mudou-se para Basileia, Suíça, onde no ano seguinte publicou a 1ª de suas institutas (obra que teve mais de sete edições posteriores em latim, onde a primeira era formada por seis capítulos e a última (1559) era composta por oitenta capítulos). Em 1541, Calvino muda-se em definitivo para Genebra, onde estabeleceu uma teocracia.
          Além das institutas ele produziu comentários bíblicos, sermões, tratados, cartas e escritos catequéticos, confessionais e litúrgicos. 
          A única e perigosa controvérsia, por se assemelhar à do catolicismo, foi sua atitude intolerante diante de seus opositores.
          Sob a liderança de João Calvino, Jacques Gruet, um libertino e ateu, foi decapitado, acusado de blasfêmia. Jerônimo Bolsec, um teólogo francês que se opôs à doutrina da predestinação, foi banido por definitivo de Genebra em 1551. Miguel Serveto, um teólogo, médico e filósofo aragonês, foi queimado na fogueira em 27 de outubro de 1553, por causa de suas ideias antitrinitarianas. Cacula-se que entre 1542 e 1546 tenha havido 57 execuções, 66 banimento e um grande número de encarceramento em Genebra, tudo por motivos religiosos. Alguns compêndios da história mundial garantem que Calvino tenha assassinado o próprio filho por não ter aceitado suas ideias de predestinação.
          Mesmo assim não se pode negar a grande contribuição teológica que esse homem deu, motivo pelo qual ele é tão celebrado por muitos até em nossos dias, como foi por séculos um dos ícones influenciadores da teologia. Contudo, também é inegável que atitudes inquisitórias como tais são impositivas e autoritárias o que são impróprias no reino de Deus, que deve ser recebido por livre escolha e não por imposição, tornando-se injustificáveis e devem ser repudiadas por quem de bom siso recebeu a boa semente que é a palavra de Deus, qualquer ato impositivo. Autoritarismo, nunca mais! Calvinismo, nunca mais. Inquisição nunca mais, não importa a fonte! 

3 comentários:

  1. Parabéns pelo conteúdo... Simples, direto, recheado de dados e datas!... Difícil encontrar conteúdo tão bem explanado sem dificultar o entendimento do leitor!... Deus abençoe o irmão!

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  2. O autor do texto comparar João Calvino à igreja Católica mostra total desconhecimento da história. Se não fosse a Igreja Católica entrar na história com a instituição da Inquisição o número de pessoas que seriam mortas pelo Estado e pela mão do povo seriam enormes.

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  3. Obs: tanto Calvino quanto os católicos erraram ao instituir a inquisição
    A Bíblia diz: Não matarás

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