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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

SER OBEDIENTE OU SER SUBSERVIENTE, QUAL É A DIFERENÇA?






           Esse é um tema que a bíblia trata, mas que ninguém atenta para tanto. Esse é um assunto tão sério, que chega a atrapalhar o bom andamento da obra de Deus. Como ninguém sabe fazer essa diferença, o diabo tem escamoteado sobre o povo de Deus. Você sabe a diferença? Se sim, amém, se não você é um sério candidato a ser um subserviente e isso é condenado pela bíblia. Vamos dar uma olhadela na bíblia e na história secular, o que ambas nos reservam sobre o assunto?
          Veja-se o caso de Moisés. Esse homem de Deus foi criado nos palácios de Faraó, recebendo a melhor educação da época. Teve a mesma educação que os filho legítimos daquele governante. Comeu na mesa do rei do Egito. Vestiu as roupas relativas à vida palaciana. Gozou dos melhores lazeres disponíveis no mundo faraônico. Contudo, certo dia viu um hebreu, seu povo, sendo torturado por funcionário do governo e resolveu não mais se submeter àquelas barbárie das quais tinha conhecimento. Virou a mesa contra a tudo aquilo. Entre a vida de benesses no palácio e uma vida de sofrimento em favor de seu povo, ele escolheu a segunda (Ex. 2:11-23).          
          Elias, homem de Deus, quando do seu ministério, no governo do rei Acabe, podia muito bem ter se calado, podia muito bem ter ficado na dele. Mas não. Resolveu ir de encontro aos desvarios da esposa do monarca judeu. Elias denunciou a idolatria a qual Israel estava vivendo. Jezabel, esposa de Acabe, fez com que aquele rei levasse o povo judeu adorar aos deuses de seu povo - o Deus baal. Entre está no palácio real e fazer parte dos profetas reais, Elias resolveu ser desterrado, passar fome e outras necessidades, mas não se dobrou aos caprichos do poder (1 Rs. capítulo 17 ao 21).
          Daniel, perseguido caluniado, junto com seus amigos, resolveram não se conformar com o mundo de sua época (Rm. 12:1-2). Seus amigos foram parar numa fornalha, ele parou numa cova de leões famintos (Dn. capítulos 3 e 6).
          José, em meio as grandes dificuldades, não ousou fazer como seus irmãos e, muito provavelmente, às pessoas de sua época. Ele simplesmente escolheu "sonhar"! Ele jogou as lutas para cima e disse: eu vejo dias promissores! Ele não se dobrou às intempéries da vida de sua época (Gn. capítulo 37).
          Calebe, quando entrou na terra prometida, e quando lhe foi perguntado que pedaço de terra queria, ele não escolheu as várzeas e as campinas, como seria esperado, pois ele era agricultor e pecuarista, como todo bom judeu, antes ele apontou para as colinas e as reivindicou para si, até porque era uma promessa (Jz. 14:12,13).
          João Batista, podia muito bem ter sido um cidadão comum no seu contexto social. Antes ele escolheu denunciar a religiosidade da Israel de seu tempo bem como os desvarios em que sua gente vivia e ainda denunciou os desmandos herodianos. Perdeu a cabeça literalmente, contudo, escolheu fazer a obra de Deus (Mt. 3:1-12).
          Martinho Lutero, quando tomou conhecimento da imundícia e devaneio da igreja católica, se viu entre uma escolha crucial - Permanecer calado com sua descoberta e viver mamando nas tetas dos cofres romanos ou divulgar suas 95 teses e perder a batina. Ele escolheu a segunda.
          A rainha Ester entrou na presença do rei, o que qualquer outro não faria, pois entrar nos aposentos reais, sem ser convidado, sofreria pena de morte. Mas ela entrou arriscando sua vida, mesmo sendo esposa do rei Assuero, contudo fez isso para defender seu povo (Et. 5). 
          Uma pergunta não quer calar: Por que esses foram os homens e mulher que Deus pôde usar no decorrer da história de seu povo? Deus os escolheu para isso ou Deus viu neles um espírito de não bajulação, como diz a bíblia? Só sei que Deus tem procurado os verdadeiros adoradores (Jo. 4:23), mas tem procurado, também, os verdadeiros baluartes de sua obra. Seja um. O Senhor está à procura dos tais, que possam fazer apologia de sua obra.
          Bem, você já sabe a diferença entre ser obediente e ser subserviente? Explico: Se você é obediente à palavra de Deus, obediente aos seus superiores, obediente aos pais, obediente às leis de seu país bem como às autoridades, com certeza você é um exemplo de cristão. Não tenho nenhuma dúvida! Se você é subserviente aos seus pastores, subserviente à sua organização eclesiástica, com certeza você deve está prestando um ótimo serviço aos tais. Não tenho nenhuma dúvida, também. Mas com certeza você é um sério candidato a prestar um desserviço ao reino de Deus. O que seria da obra de Deus se os supracitados fossem subserviente!
          

domingo, 25 de janeiro de 2015

CRISTIANISMO EM CRISE (PARTE 10)






10. GOVERNO ECLESIÁSTICO





          Nesse nosso último material sobre a crise que o meio cristão evangélico está submerso, vamos falar um pouco sobre outro grande problema: o governo eclesiástico. E o que seria esse governo.

         O governo eclesiástico, diz repeito à forma com que cada uma denominação administra suas igrejas. Cada uma igreja tem seu jeito próprio de conduzir os destinos de sua organização. Umas são presbiterianas, outras congregacionais, outras episcopais, outras patriarcais, algumas misturam um pouco de cada forma de governo.
          As igrejas com governo presbiteriano são governadas por um presbitérios, como o próprio nome já o diz. Há uma cúpula de pastores e anciãos à frente da igreja. Esse movimento surgiu com a reforma protestante, na Suíça e Escócia. Essa forma de governo é muito presente na igreja presbiterianas.
         As igreja com governo congregacional, são aquelas em que o governo é local e toda decisão governamental é oriunda de uma assembleia local. São geralmente autônomas, podendo resolver qualquer pendência e questões do dia a dia relacionadas ao desenvolvimento de seus trabalhos, embora não sejam independentes, pertencem a um governo central. As igrejas que adotam esse sistema eclesiástico são os Batistas e os congregacionais.
          O governo episcopal é exercido por um único bispo. Esse o caso das igrejas neo pentecostais da prosperidade, onde há uma única pessoa exercendo um governo central.
          O governo patriarcal é aquele governo onde mais parece um reinado. A figura do pastor de uma igreja certamente influenciará quem o sucederá. Isto é: Nesse governo, quando um pastor deixa uma igreja, geralmente indicará seu sucessor, que geralmente é um seu parente mais próximo ou mais querido. Como no sistema monárquico de governo secular, passa de pai para filho. Esse tipo de governo permeia os demais tipos de administração eclesiástica. Os batista sofreram muito, por muito tempo com essa forma de governar, a ponto de haver uma comemoração quando ele foi extinto de seus quadros administrativos. Esse é o mais daninho de todos. Muitas igrejas simplesmente atrofiam, chegando até à falência total. Mas não importa, desde que satisfaça os caprichos da dinastia.
          Há também as igrejas que pegam de cada sistema eclesiástico um pouquinho. Geralmente são igreja de ministério independente - algumas Batista fazem assim.
          Mas como estamos falando de crise, temos que dizer que todas estão aí dando conta de seus recados governamentais. Poderíamos até arriscar dizer que estão bem, não fosse pelo fatos de esses governos terem seus entraves na condução dos destinos da coisa de Deus. Um desses entraves é acometido por esses tipos de governo onde um grupo de homens insanos se apoderam da obra de Deus para interesses mesquinhos e próprios. 
          Num desses governos chega-se a se aliciar pessoas para arrancar o pão da mesa de muitas famílias. Noutro as pessoas têm que ser bajuladoras da cúpula senão não galgam posições na organização. Num desses sistema as pessoas de boa fé jamais chegaram a nada, pois o nepotismo corre solto. E a lei do nepotismo é bem clara: Primeiro EU, depois os MEUS e se sobra os OUTROS. 
          No congregacionalismo, onde quem decide é a assembleia e sua plenária, aí pode está a saída para esse tipo de crise.
       
 

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