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domingo, 25 de janeiro de 2015

CRISTIANISMO EM CRISE (PARTE 10)






10. GOVERNO ECLESIÁSTICO





          Nesse nosso último material sobre a crise que o meio cristão evangélico está submerso, vamos falar um pouco sobre outro grande problema: o governo eclesiástico. E o que seria esse governo.

         O governo eclesiástico, diz repeito à forma com que cada uma denominação administra suas igrejas. Cada uma igreja tem seu jeito próprio de conduzir os destinos de sua organização. Umas são presbiterianas, outras congregacionais, outras episcopais, outras patriarcais, algumas misturam um pouco de cada forma de governo.
          As igrejas com governo presbiteriano são governadas por um presbitérios, como o próprio nome já o diz. Há uma cúpula de pastores e anciãos à frente da igreja. Esse movimento surgiu com a reforma protestante, na Suíça e Escócia. Essa forma de governo é muito presente na igreja presbiterianas.
         As igreja com governo congregacional, são aquelas em que o governo é local e toda decisão governamental é oriunda de uma assembleia local. São geralmente autônomas, podendo resolver qualquer pendência e questões do dia a dia relacionadas ao desenvolvimento de seus trabalhos, embora não sejam independentes, pertencem a um governo central. As igrejas que adotam esse sistema eclesiástico são os Batistas e os congregacionais.
          O governo episcopal é exercido por um único bispo. Esse o caso das igrejas neo pentecostais da prosperidade, onde há uma única pessoa exercendo um governo central.
          O governo patriarcal é aquele governo onde mais parece um reinado. A figura do pastor de uma igreja certamente influenciará quem o sucederá. Isto é: Nesse governo, quando um pastor deixa uma igreja, geralmente indicará seu sucessor, que geralmente é um seu parente mais próximo ou mais querido. Como no sistema monárquico de governo secular, passa de pai para filho. Esse tipo de governo permeia os demais tipos de administração eclesiástica. Os batista sofreram muito, por muito tempo com essa forma de governar, a ponto de haver uma comemoração quando ele foi extinto de seus quadros administrativos. Esse é o mais daninho de todos. Muitas igrejas simplesmente atrofiam, chegando até à falência total. Mas não importa, desde que satisfaça os caprichos da dinastia.
          Há também as igrejas que pegam de cada sistema eclesiástico um pouquinho. Geralmente são igreja de ministério independente - algumas Batista fazem assim.
          Mas como estamos falando de crise, temos que dizer que todas estão aí dando conta de seus recados governamentais. Poderíamos até arriscar dizer que estão bem, não fosse pelo fatos de esses governos terem seus entraves na condução dos destinos da coisa de Deus. Um desses entraves é acometido por esses tipos de governo onde um grupo de homens insanos se apoderam da obra de Deus para interesses mesquinhos e próprios. 
          Num desses governos chega-se a se aliciar pessoas para arrancar o pão da mesa de muitas famílias. Noutro as pessoas têm que ser bajuladoras da cúpula senão não galgam posições na organização. Num desses sistema as pessoas de boa fé jamais chegaram a nada, pois o nepotismo corre solto. E a lei do nepotismo é bem clara: Primeiro EU, depois os MEUS e se sobra os OUTROS. 
          No congregacionalismo, onde quem decide é a assembleia e sua plenária, aí pode está a saída para esse tipo de crise.
       

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