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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

UM VENENO CHAMADO RELIGIOSIDADE



          A religiosidade é vinho que embebeda, embriaga as pessoas (Ap. 17:2), a ponto de elas não terem como tomar iniciativa própria a respeito de sua condição espiritual. Todo religioso é praticante de um culto irracional, isto é: Não sabem a quem estão cultuando, por que estão cultuando. O religioso é ritualista, formal, defensor da tradição, doente espiritual, por natureza.
          A nação judaica era religiosa por "natureza". Lancemos olhares sobre Israel no tempo de Jesus. Quem matou Jesus foi a religiosidade. Os Judeus confiavam no fato de que eram "filhos de Abraão" (Mt. 3:9) e isso era tudo para eles. Cegos, não viram que o filho de Deus estava em seu meio (Jo. 9:39). Tornaram-se cegos, não viram que o tempo da visitação de Deus chegara. Mas há um detalhe no meio religioso que deve-se levar em consideração. Geralmente o religioso tem interesses pessoais a zelar. Veja-se Saulo (depois chamado de Paulo). Esse jovem tinha livre transito no sinédrio, ele era bem articulado na alta cúpula judaica. Ele era bem letrado. Hoje poderíamos dizer que Saulo era aspirante à fama. Foi Educado por Gamaliel (At. 5:34-40), um erudito judeu At. (22:3), de quem muitos gostariam de ter sido aluno. Humanamente Saulo era um jovem bem preparado para os negócios deste mundo. Certo dia a chance de sua vida pode ter chegado. Ele precisava se tornar importante. Ninguém se engane não. Saulo tinha suas aspirações como qualquer jovem tem. Provavelmente não foi só o zelo por sua religião que o levou a pegar carta com as lideranças judaicas, para prender cristão (At. 9:2). Temos que ter muito cuidado, pois o corporativismo religioso tem levado muitos dessabores no meio evangélico. Muitos aspirantes ao episcopado se aliam aos líderes e se submetem a tudo que é de interesse desses líderes, sem nem ao menos se preocuparem se isso ou aquilo é correto, ou pior, nem param para ver se é a vontade de Deus. Querem é sair bem na foto com seu mestre. Foi o que Saulo fez. Partiu para a guerra sem saber que estaria lutando com o Deus de Israel, a quem tanto presava. E um dia ouviu a pergunta que jamais gostaria de ouvir: "Saulo, Saulo, por que me persegues"(At. 9:4). O religioso é tão cego, que nem percebe que está indo de encontro ao senhor da igreja. Mas o Saulo estava certo de que estava fazendo o melhor para Deus. O que se passava na mente daquele jovem? Era só o afã de salvaguardar seu farisaísmo desenfreado?Desconfio que não. Se ele soubesse que estava lutando contra Deus, ele daria um passo atrás. Mas sua cegueira não o deixava ver, apesar de ser letras na lei (At 22:3). de Deus.
          Como pouparíamos tantos desgostos se a obra de Deus, de fato, estivesse a cima de nosso interesses pessoais. meu leitor, se você pertence a um círculo religioso, apenas porque já se acostumou com ele, é tempo de rever isso. Saulo fez isso. Um dia teve um encontro com o Senhor Jesus, caiu-lhe as escamas que o cegava e ele pode ver, finalmente, onde estava e qual era a sua real situação. E o perseguidor passou a ser perseguido. E Por que possou a ser perseguido? Porque passou a pensar com sua própria cabeça (Rm12:1). Não ficou alienado ao grupo religioso, a quem tanto admirava. Essa forma de ver o mundo não interessa a grupos religiosos que querem ter o domínio total de seus adeptos. Saulo (Sallus do Grego=saul do hebraico), virou Paulo, um homem determinado a defender sua fé, fé no filho de Deus.
          Meu amado leitor, peças a Deus que o ilumine e que lhe retire as escamas (At. 9:18), que sua religião pôs em você, para que possas ver o filho de Dele. O autor e consumador da fé. Aquele que reina e vive para sempre, apesar de ter sido morto e morto numa cruz. Aquele que está voltando para buscar a sua igreja, também conhecida como noiva do Cordeiro. O tempo urge. Apresse-se! Pois amanhã pode ser muito tarde! 

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