Carta à igreja de Laodiceia
Sétima e última carta na ordem apocalíptica, mais uma vez vemos Jesus se identificando como remetente da mesma. Laodiceia, como as demais, ficava na Ásia Menor, atualmente Turquia. Essa cidade era um centro bancário, vivendo da opulência de suas riquezas. Nesta região, acredita-se haver, naquele tempo, várias fontes de águas termais (águas quentes) que ao chegar até ali, por meio de aquedutos, chegava àquela cidade já mornas, perdia a temperatura alta e chegava apenas morna. Ali também existia a fabricação de um colírio. Também se fabricava lã. As águas mornas de Laodiceia não eram potáveis, tanto que se alguém a ingerisse a vomitaria. Por tudo isso, a razão da linguagem da carta.
Nessa carta não aparece nenhum elogio feito por Jesus. A única coisa que se ver é reclamações por parte da Senhor. A expressão: "Estas coisas diz o amém, significa - Aquele que tem a palavra final, a testemunha fiel e verdadeira,o princípio da criação de Deus (Jo. 1:1,2)", mais uma vez identifica Jesus como autor da carta. E o autor da carta começa falando da mornidão daquela igreja. Mornidão que nada mais é do que um estado intermediário entre o quente e o frio. Isso nos mostra que Deus não é Deus de meio termo. Está em cima do muro é está frontalmente contra todo projeto de Deus. Ou você serve a Deus ou ao diabo. Por isso em apocalipse a expressão: " Veio um dos sete anjos que tem as setes taças e falou comigo, dizendo: Vem mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas, com quem se prostituíram os reis da terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os habitam na terra (Ap. 17:1,2)". A GRANDE E ÚNICA OBRA DA IGREJA ROMANA NA TERRA É ENSINAR A HUMANIDADE A ADORAR A DEUS E AOS ÍDOLOS. Com isso ela divide a adoração, que deve ser dirigida só e somente só a Deus. Isso é meio termo. Você fica divido entre Deus e os ídolos. Deus não aceita a adoração feia a Ele e aos ídolos. Esse era o grande problema de Laodiceia. Por isso Jesus diz que aquela igreja era pobre, miserável, nua e cega e infeliz, não necessariamente nessa ordem, mas era esse o estado daquela congregação. Outro problema de menos magnitude, era o fato de ela se achar rica. Aquela cidade tinha um padrão de vida alto e a igreja estava inserida nessa realidade. Com certeza ela tinha um boa entrada de dízimo, logo não tinha mister de nada. Mas Jesus a chama de pobre e miserável. Há denominações nesse mesmo estado. Pobre e miserável apesar de ser grande e numeroso seu rol de membros. Como Deus ama seu povo; logo apresenta a solução para Laodiceia: "aconselho te que compres ouro refinado pelo fogo (divino) para te enriqueceres (bênçãos do céu), vestiduras brancas para te vestires (santidade), para que não seja manifestada a vergonha de tua nudez (distância de Deus) e colírio para ungires os olhos (unção de Deus), afim que vejas" (Ap. 3:18)".
Esse comportamento de Laodiceia põe Jesus para fora da igreja. Ele precisa dizer: Eis que estou à porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo. Isso quer dizer: Ei, me puseste para fora de ti. Mas estou à porta, batendo, me convida de novo para entrar. E não me deixes apenas na sala de visitas, me chame para o lugar mais íntimo da casa que é a sala de jantar. A sala de visitas é para os desconhecidos, os amigos são mais íntimos, seu lugar é onde toda a família se assenta para o deleite das refeições.
A indefinição de Laodiceia incomoda o Senhor. A indecisão de Laodiceia provoca vômito, nojo. Ou somos oito ou oitenta se quisermos agradar aquele que nos chamou para a sua maravilhosa luz. Meio termo, está em cima do muro, tudo isso é abominável ao Senhor. Que possamos comprar colírio para ungir nosso olhos e vermos o estado deplorável que vivemos. Sentar-se junto ao Senhor em seu trono requer tomar posição por Ele aqui. Que Deus tenha misericórdia de nós. Dizer como Isaías: "Eis-me aqui...", é necessário já.
Nenhum comentário:
Postar um comentário