2 tessalonicenses 2;1-12
Certo teólogo já disse que nunca se viu uma igreja tão inocente como a dos nossos tempos. Igreja que não lê bíblia, não participa de cultos de doutrina, não participa de escola bíblica, não conhece seu Deus, nem tem a menor das pretensões de o conhecer. Tudo que aparece de novo no cenário nacional ou mundial é praticado e exercido como se fosse bíblico. E nesse contexto fértil os aproveitadores se apresentam para arrancar a lã das ovelhas e subtrair e sugar a gordura das mesmas.
Negocia-se de tudo. Há quem diga que estão loteando o céu como se a morada dos santos fosse uma propriedade privada de certos "apóstolos". E o pior é que Jesus não está aqui para expulsar esses cambada de cambistas. Estes aproveitadores.
Nesse campos propício a todo tipo de semente, semeia-se de tudo. Desde matéria prima de ilusões a sonhos impossíveis. As negociatas correm soltas nos gabinetes pastorais e reuniões de líderes. Mercadejam a palavra de Deus das formas mais desonestas e sórdidas possíveis. Como? Vejamos os fatos:
1. Negocia-se os conteúdos da palavra de Deus
O que importa no púlpito é que a mensagem privilegie o contingente, isto é, a mensagem tem que está voltada para o crescimento numérico da igreja ou na pior das hipóteses que essa mensagem mantenha o número, sem que haja nenhuma baixa.
O conteúdo deve ser voltado, de preferência, para prosperidade, pois massageia o ego das pessoas.
Deve-se levar em conta, também, que o conteúdo da mensagem deve está voltado para a auto ajuda. É outro assunto que deve está sempre em pauta. Isso atrai muita gente, pois muitas delas precisam de aconselhamento e nem sempre pode pagar um psicólogo, então a igreja faz esse papel.
Parece-me que outro conteúdo bastante presente nas pregações é aquele que atenda as expectativas das pessoas. As pessoas têm algo que desejam ouvir, então capta-se esse anseio e prepara-se conteúdos bíblicos voltados para tanto. A pregação deve falar daquilo que as pessoas querem ouvir, não aquilo que o povo de Deus precisa ouvir.
2. Negocia-se os profetas e privilegia-se aqueles que são entretedores de plateia
Investe-se pesado nos animadores de plateia. Pregadores de renome ou cantores gospel conhecidos da massa para atrair as multidões. O entretenimento está acima da proposta de culto da igreja. O show, muitas vezes pagos, dão lugar à simplicidade pertinente do culto bíblico. Por outro lado, a profecia e os profetas não vestem mais pele de camelo, nem mais comem gafanhoto e mel silvestre. Nem tão pouco são arredios da sociedade, como foram os profetas da bíblia. Todos os profetas que foram enviados a Jerusalém, incluindo Jesus e João, o batista, foram mortos. Hoje fazem questão de andar de jatinho alugado ou próprio e se hospedarem nos melhores hotéis e recebem somas consideráveis de dinheiro para atuar como celebridade. Claro que para se deslocar de um lugar para outro, só pelos ares, só de avião. No quesito escolha, privilegia-se Os entretedores de platéia.
3. Negocia-se o cotidiano e privilegia-se os eventos
Nesse particular aqui é que a coisa fica séria mesmo. Dar-se um caráter todo especial aos eventos na igreja. Investe-se somas consideráveis nos tais. Estão sempre promovendo um evento grandioso para manter a igreja em movimento. Não que seja errado se fazer festa, até porque Deus é um Deus de festa, basta olhar-se para as festas que o próprio Deus criou para o povo judeu, tais como o festa de pentecostes, a páscoa, a festa dos tabernáculos e etc. O povo de Deus tem que festejar mesmo. Agora, não se pode nem deve recorrer a eventos como forma de pastorear uma igreja, que muitas vezes não se tem como pastorá-la, devido ao número grande de membros. E por que não devia ser assim? Porque os eventos dão uma falsa ideia de pastoreio, quando o cristão sai dos mesmos volta para casa sem o conhecimento que deveria ter da palavra de Deus. Geralmente nessas igrejas, o povo não comparece a cultos de doutrina, nem tão pouco à escola bíblica. São vazios de conhecimento, pois os eventos dizem a eles que está tudo bem, basta ir no culto de domingo e nos eventos. É um pseudo-pastoreio. Um faz de contas com o povo do Senhor.
Esses eventos geram crentes comprometidos com a igreja, porém sem nenhum compromisso com a obra de Deus. Sem compromisso com missões, por exemplo. O cotidiano deveria ser a maior preocupação da igreja. É nele que o crente vai viver, enfrentar lutas, tribulações, problemas de toda ordem. No cotidiano, no dia a dia é onde o cristão tem seu campo de batalha com as ostes infernais. Mas é justo aí onde eles não sabem, não foram treinados para empunhar o escudo e a armadura que está a disposição do filho de Deus (Ef. 6:10-17). Como manusear aquilo que não fostes treinado? O cotidiano do salvo tem que ser trabalhado. O que se vê são frases de efeito tais como:
"- O culto foi uma bênção!"
"A a mensagem foi forte!"
Volta-se para casa e a primeira coisa que se faz é jogar aquela linda bíblia de estudo, que se comprou caro, diga-se de passagem, em cima do primeiro móvel que se encontra e só se toca nela novamente no próximo culto ou no próximo evento. Foi assim que a igreja no norte dos estados unidos e a europeia entraram no ocaso que estão hoje.
"- O culto foi uma bênção!"
"A a mensagem foi forte!"
Volta-se para casa e a primeira coisa que se faz é jogar aquela linda bíblia de estudo, que se comprou caro, diga-se de passagem, em cima do primeiro móvel que se encontra e só se toca nela novamente no próximo culto ou no próximo evento. Foi assim que a igreja no norte dos estados unidos e a europeia entraram no ocaso que estão hoje.
4. Privilegia-se os fins e negocia-se os meios
Esse é outra mazela no meio do povo cristão. O povo é diariamente exortado a vencer ou vencer, que chegam ao absurdo de não ter tempo para olhar o estrago que seu desejo de vitória pode está fazendo aos outros. Não se leva em consideração que muitas das vezes o objetivo da vitória pode estragar amizades e outras coisas. O que importa é vencer, não importa em quantos se vai pisar. Como diz um velho ditado: os fins justificam os meios. Aquilo que se quer conquistar, justifica o que se faça para chegar lá. Por exemplo os cargos e posições da igreja são, às vezes, os fins e para se conquistar tais posições vale tudo, qualquer meios.
5. Negocia-se a pregação, mesmo que ela não influencie a comunidade
A comunidade não gosta muito do cristão, todavia a mensagem e o testemunho do crente em Jesus sempre impactaram a rua, o bairro onde o filho de Deus mora, trabalha ou estuda. Mas ultimamente a mensagem de crente não está tendo tanto poder de influência. O testemunho dos crentes está fraco. Já não falamos com tantas intrepidez, com tanta autoridade. A igreja já não interfere na sociedade de forma positiva. Temos nos tornado uma mera sociedade religiosa. A coisa é tão séria, que todo mundo está se dizendo crente, hoje em dia.
Lembra do tempo em se chegando em determinado local onde tivesse uma pessoa fumando seu cigarro, ele soubesse que você era crente, o mesmo fazia de tudo para dar um sumiço no branquinho fumegante? Lembra de quando alguém estava bebendo sua bebida e você se apresentava no recinto e o mesmo pedida desculpas por está emborcando o copo? Pois é. Era assim.
Lembra do tempo em se chegando em determinado local onde tivesse uma pessoa fumando seu cigarro, ele soubesse que você era crente, o mesmo fazia de tudo para dar um sumiço no branquinho fumegante? Lembra de quando alguém estava bebendo sua bebida e você se apresentava no recinto e o mesmo pedida desculpas por está emborcando o copo? Pois é. Era assim.
6. Negocia-se a mensagem para não confronta nem o pecado nem o pecador
O que dizer de João, o batista, chamando os religiosos do tempo de Jesus de raça de víbora, serpentes? Ele fez isso! Esse homem de Deus denunciou o pecado do rei Herodes. Morreu degolado por porque sua mensagem influenciou seu tempo e sua comunidade. No período dos avivalistas as pessoas tremiam ao ouvir a pregações daqueles homens.
Elias denunciou o pecado do rei Acabe. Que sem querer fazer trocadilhos, acabou com o culto do povo judeu ao seu Deus Jeová, juntamente com sua esposa Jezabel.
Natã denunciou o pecado do rei Davi, quando adulterou com Bete-Seba.
Não se pode mais falar de céu e inferno. Principalmente de inferno nas mensagens. É antiquado, é muito antigo! Agride as pessoas. Está fora de moda. Tem igrejas que se você for pregar e incorrer no descuido de falar em inferno, nunca mais você prega lá.
Não temos coragem de denunciar banditismo no meio do povo de Deus. Não denunciamos os assaltos à mão desarmada nos púlpitos das igrejas. O crime organizado está presente nas reuniões das igrejas e ninguém se pronuncia. Ninguém que está na mídia se pronuncia contra as procissões aos ídolos católicos. Da Penha arrasta multidões quilômetros a fora e não se ver uma linha escrita se opondo a tão grande afronta a Deus. Não se ver um programa evangélico de rádio ou televisivo se manifestando sobre o assunto. Onde chegamos! Cadê os profetas? Não podemos fazer isso pois vamos sair na foto, no retrato, na chapa!
7. Negocia-se-se aqueles pregadores que privilegiam as emoções
Pregadores bons são aquele que apelam para as emoções. Quem assim não se porta é frio, sem unção.
Culto sem movimento é culto frio, sem unção.
8. Privilegia-se falar mal das autoridades a abençoá-las (Ex. 22:28 e Ec. 10:20)
Líderes ensinam a falar mal da autoridades em rede de televisão.
Líderes locais falam mal de autoridades
A internet é um celeiro de maldição sobre as autoridades
Quando o certo é abençoar (1 Tm. 2:1-3)
Por tudo isso é que temos uma igreja fraca, apática e sem autoridade sobre a terra. Jesus disse que se nós nos calássemos, até as pedras clamariam (Lc. 19:40). E para a nossa vergonha elas estão clamando. Onde? Nos púlpitos de igrejas que pregam um outro evangelho, um evangelho anátema da teologia da prosperidade, do cai cai, unção do riso e outros. Somos a igreja e vaso detentores da verdade. Precisamos de um expurgo urgente em nosso meio. Você pensa que não é possível? Mas é!
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