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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

CRISTIANISMO EM CRISE (PARTE 4)






4. A HABITAÇÃO DE DEUS.




          Uma coisa que o povo de Deus sempre se esquece é que o templo Dele é corpo do crente. É ai que o Deus da glória mora, não é em templo feito por mãos humanas. No encontro em que Jesus teve com aquela mulher samaritana, capítulo quatro do evangelho de João (Jo. 420-24), Ele foi bem claro em dizer que, a partir dali, não haveria mais um templo construído no qual convinha que o Seu povo O adorasse. Isso trocado em miúdos, significava que o templo em Israel não seria mais a referência para a adoração. Aquele templo, no qual ficava a arca da aliança, no lugar santo dos santos, acabava de encerrar suas atividades religiosas. Tanto é, que ele foi destruído para que não mais service de orgulho para o judeu nem para ninguém fazer peregrinação para aquele lugar. O que muito o judeu tem hoje é um muro para se enganar com o mesmo. Não sobrou nada naquele lugar, para que a igreja de Deus entendesse que o Santo dos Santos agora é o corpo do salvo.

          Na primeira carta que Paulo escreveu aos santos da cidade de Corinto, no capítulo 3 e verso 6, ele diz que eles eram o santuário do Deus altíssimo e que o Espírito Santo habitava em cada crente em Jesus. Não é mais em um prédio de alvenaria ou de sapé que Deus mora. Os santos da nova aliança é quem são o santuário de Deus. Geralmente as palavras terminadas em ÁRIO, significam local, no caso, santuário - SANTO+ÁRIO, significa lugar de santo. Logo o corpo do salvo em Cristo Jesus é o lugar do Santo Espírito, pois o mesmo habita em vós (1 Co 6:19). Em 2ª Coríntios, capítulo 6 e verso dezesseis está escrito: "E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei: e Eu serei o Seu Deus e eles serão o meu povo.
          A verdadeira igreja é o conjunto de todos os crente espalhados por toda a face da terra, em todas as denominações. A melhor definição de igreja se encontra no livro dos atos dos apóstolo, capítulo 2 dos versos 41 a 47. Perseverar unanimes nas doutrinas dos apóstolos é condição primária e inalienável para se considerá uma igreja do Deus vivo. A igreja de Jesus não é um prédio. Nós que somos muitos, somos um só corpo em Cristo Jesus (Rm. 12:45). Vós sois o corpo de Cristo, e individualmente somos membros um dos outros (1 Co. 12:13-28). Jesus é a cabeça do corpo, a igreja (Cl. 1:18-24). Vós sois pedras vivas, edificados para serem como casa espiritual (igreja). Ver também: 1Co. 10:17; Ef. 4:4,12,15,16.
          A igreja primitiva só tinha casas onde se reunir (ver Rm. 16:3,5; 1Co. 16:19; Cl. 4:15; Fl 2).
          Deus não habita em edifícios de igreja. O céu, e até os céus dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu (Salomão) te edifiquei (1Rs. 8:27). Se  a terra é o estrado (local de repouso dos pés) dos meus pés onde estaria uma casa que caiba todo o Deus (Is. 66:1). O altíssimo não habita em templo feito por mãos humanas (At. 7:48), Jesus Cristo, nem no seu ministério nem depois de ressurreto, entrou em santuário feito por mãos humanas com a finalidade de adorar (Hb. 9:24). Você tinha se atado a esse detalhe? No tempo em que Jesus veio exercer seu ministério, Ele podia muito bem ter se aliado à religião judaica. Aquela religião tinha seu templo, seus ritos, suas normas, porém já não satisfazia as necessidades de religação que Deus havia preparado para os últimos dias. Ele não precisava mais de um templo onde se realizava uma religião morta em seus ritos e nada de vida em seus efeitos. O Senhor queria, a partir de então, um templo vivo, feito por Ele mesmo.  
          A habitação de Deus não é mais um templo de concreto e telhas, muito menos um tempo de Salomão. Ele não conta com um terceiro templo. Na palavra Dele não há uma terceira casa para que Ele diga que a glória da terceira casa será maior que a da segunda. Seja você o templo de Deus!  
          Não se iluda, os templos suntuosos de hoje são meros recursos de marketing para chamar a atenção dos menos desavisados e assim ter-se u bom número de membros dizimistas e por outro lado ter-se um monte de crentes alienados, fáceis de serem dominados e usados para os interesses denominacionais ou pessoais.


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