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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

OS 10 PASSOS PARA FALAR BEM

   




          Planejar bem o que vai expor é de fundamental importância, pois ao passo que vamos falando, vamos deixando lacunas para serem respondida.  O tipo de de ideias que vamos defender pode ser ou não bem acolhidos pelo público presente. Tudo depende da cosmovisão dos presentes à audiência.
          Saber a idade, as convicções e visão de mundo deve ser levados em consideração. Pois é comum encontrarmos oposição à nossa defesa.


          Com a plateia favorável        

          Quando temos uma plateia favorável, certamente teremos pessoas prontas para apoiar o que dizemos. Se a plateia for favorável, há uma predisposição de as pessoas comprarem sua ideia principal e tudo que vier como acessórios. O grupo prestará atenção em tudo que você expor e lembrará facilmente os pontos importantes, porque tudo confirmou suas noções anteriores.

          Encare as oposições.

          Já quando houver oposição, aproveite para dar um ar de personalidade ao seu discurso. Mostre que ele tem a sua cara. Invista um tempo para personalizá-lo. Faça com que seu auditório concorde com sua apresentação. Dê uma visão mais ampla do assunto e convença a oposição.
          Quando a audiência se posiciona contrariamente ao orador, ele deve endereçar sua fala à oposição. Sua audiência deve se voltar para essa oposição, sob o risco de sua plateia se dispersar se ela não for confrontada.
          Considere os pontos de vista da oposição para não correr o risco de ser entendido como um orador despreparado.
          Valorize esses pontos de vista da oposição.
          
          Mecânica da oratória

          Apresente os pontos fortes de seu argumento e destaque os pontos fracos e primários dos opositores e, partindo disso vá destruindo um por um. Lance dúvidas e o descrédito sobre eles. Assim você estará dando atenção aos opositores e lançando algo novo sobre o que pensar.
          Todos verão os pontos fraco de suas ideias deles e verão as informações novas que dão suporte às suas ideias. Assim você terá plantado a semente da dúvida e atraído mais gente para o seu modo de pensar.
          Você pode ser um palestrante excepcional, com uma voz agradável, boa linguagem corporal, gestos sob medida, ter um material de pesquisa excelente para apoiar seu ponto de vista e seu discurso, um início magistral, uma finalização empolgante, mas se desconsiderar os pontos de vistas de seus opositores, sua fala pode ser um fracasso.

          Plante a dúvida

          Se o orador percebe vários pontos forte na oposição, deve mencionar alguns, não só para mostrar bom senso, mas para plantar o expediente da dúvida e minar o fundamento da oposição. Isso vai parecer que é educado, justo e equilibrado aos olhos da plateia. A própria oposição vai se sentir feliz e decidirão fazer o que se propõe e mais, não ficarão com o sentimento de que foram derrotados.




          1. PERDENDO O MEDO   




           A. Saiba quem é sua plateia - Se informe o máximo que puder sobre sua plateia. Vai falar a líderes com formação no assunto que você vai expor? Prepare-se de maneira que sua exposição não esteja nem a cima nem a baixo da expectativa.

          B. Domine seu assunto - Prepare-se para não correr o risco de seu auditório saber mais que você. Faça uma apresentação o mais atualizada possível.

          C. Prepare-se o máximo que puder - Não seja amador. Não corra o risco de está despreparado.

          D. Enfrente seus ouvintes - Encare sua plateia com o contato visual, olho no olho. À primeira resposta positiva à sua fala, sua auto confiança lhe impulsionará. Saiba que as pessoas que lhe ouvem, estão ali para ver o seu sucesso e aprender com você.

          E. Seja um entusiasta na defesa de seu tema - O entusiasmo é tudo quando fazemos defesa de alguma coisa. Defenda seu assunto com emoção, com paixão. Dê todo de si. Se esmere.

          F. Surpreenda seu público - Esse é o momento mágico. O fator surpresa vai deixar seu público encantado. Surpreenda seu público, encante-o com algo inesperado. De preferência com algo novo sobre o assunto.

          G. Deixe uma mensagem mobilizadora - Encerre seu discurso com uma mensagem mobilizadora, capaz de levar seu público a ação. Deixe-o ávido por fazer, por colocar em prática, por realizar o aprendizado daquela audiência.




           2. O TOM NATURAL DA VOZ




            . A Melhor técnica na hora da fala é usar a naturalidade de sua voz. Não berre, fale naturalmente mesmo nos momentos em que se é necessário entonar a voz, naqueles momentos que temos que ser veementes. Esforce-se para não imitar a ninguém, mesmo sabendo que é difícil, pois sempre vai haver quem faça comparações.                

          . Evite falar rápido, pois em caso de má dicção, pode ser que ninguém o entenda.

          . Não fale lento e pausadamente, o tédio pode tomar conta do ambiente. 

          . Não fale muito alto, você pode se cansar e irritar a voz.

          . Não fala baixo de mais, na tentativa de lhe ouvir, os ouvinte se dispersarão.

          . Cuidado para não cair na monotonia. Use do recurso da ênfase e da veemência, se que se exagere.

          . Sempre que for se virar para dar as costas ao auditório, fale um pouco mais alto.

          . Propicie um ambiente agradável com o equilíbrio da velocidade e a altura da voz.

          . Preste a atenção em sua voz. Uma voz bem trabalhada transmite segurança.

          . Nunca use o sotaque de uma região na qual se apresenta. Nem faça brincadeiras (sátiras) com o sotaque de outras regiões, pode haver pessoas dessas regiões no auditório.





          3. ANTES DE COMEÇAR SEU ASSUNTO    





  • Só comece sua fala quando todos estiverem presentes e você sentir que sua plateia estiver atenta em você. 
   

  • Se tratar-se de uma palestra, deixe seu nome bem visível.

  • No início de sua fala, procure chamar a atenção dos presentes para a importância de seu tema. Envolva-os na atmosfera do que será explanado.



  • Mostre-lhes quais objetivos você quer alcançar com aquele seu tema. Dê-lhes uma visão geral do assunto.

  • Se tratar-se de um auditório ligeiramente pequeno, seria bom fazer-lhe perguntas, pois assim você teria ideia de quanto os presentes têm de conhecimento do assunto.

  • Caso ninguém o apresente para o auditório, fale um pouco de sua experiência sobre o assunto.

  • Esforce-se para cumprir o horário definido

  • Nunca diga que não teve tempo par se preparar. Não se traia!

  • Quando sua explanação fizer parte de um programa, cumpra seu horário estabelecido, contudo se acontecer de extrapolar, dê explicações ao grupo. 





           4. O CUIDADO COM O VOCABULÁRIO  




                  + Domine bem a gramática. Tropeçar na gramática atropela e arrasa sua apresentação e sua imagem vai junto. Estude e lei bastante para aprimorar o vocabulário, o uso de concordância verbal verbal e a conjugação de verbos.


          + Faça uso de um vocabulário o mais simples possível, objetivo, prático, suficiente para representar suas ideias.
          
          + Não se utilize de um vocabulário pobre. Elimine as gírias e os palavrões (torpezas).

          + Não use termos profissionais ou regionais que sua plateia não seja familiarizada com os mesmos.

          + Cuidado com a pronúncia das palavras. Pronuncie corretamente os "r" e "s" finais e "i" intermediários.

          + Cacoetes que devem ser evitados em pleno raciocínio: "tá ok", "é assim", "né", "bem", "então", "certo?", "é o seguinte", "tá bem" e etc.

          + Evite abusar no uso de advérbios de modo como: verdadeiramente, basicamente, efetivamente e outros.

          + restrinja o uso de palavras estrangeiras.
        
          + Expressões a serem evitadas: "todos compreenderam?", "conseguiram entender?", "alguma dúvida?". Fica melhor: "querem que repita?", "querem que explique melhor ou não precisa?"

          + Cuidado  com o uso de cacofonias tais como: "polícia federal confisca gado no sertão", "vou-me já". E outras que podem arrancar gargalhadas do auditório e causar desconforto.




           5. CONTROLE EMOCIONAL




          A. Conceitue os termos de sua fala. Isso permite ver que você e seus ouvintes estejam tratando da mesma coisa.

          
          B. Nunca se diminua diante da plateia, nem se traia: por exemplo dizendo que se preparou pouco ou que seu material está desatualizado e coisa do tipo, pois a plateia não vai entender e pode achar que não mereceu respeito e empenho de sua parte.

          C. Não seja demasiadamente repetitivo.

           D. Na hora de um "branco" não só deve-se, como pode-se consultar anotações, contudo não deve ser um hábito.

          E. Nunca transpareça que está nervoso.

          F. Se esqueceu algum tópico, nunca diga ao auditório. Isso leva sua plateia achar que você não se preparou como devia. Se for uma palestra e houver perguntas, inclua o tópico esquecido sem que se perceba e de forma rápida. 

          G. Cuidado! Nunca der a entender que acha seu tema uma chatice.

          H. Ganhe sua plateia para si, se utilizando de um lance pitoresco, engraçado ou um lance humorado. Esses recursos aproxima as pessoas do orador. Isso se surgir oportunidade. Sirva-se disso.

          I. Cuidado com piadas que ridicularizam pessoas. Nunca faça brincadeiras com nacionalidade, cor da pela, naturalidade, classe social e cosa do tipo.

          J. Nunca peça desculpa por algum eventual incômodo ou problema que esteja passando (gripe, dor de cabeça, tosse e etc.)




          6. A LINGUAGEM DO CORPO   


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  • Quer ser bem entendido? Utilize-se de movimentos corporais e expressões faciais, pois 93% da comunicação é mesmo não verbal. Tome como exemplo um jornal televisivo: na bancada temos o apresentador que apresenta  as notícias, mas temos também, a reportagem de campo. O primeiro representa a fala e o segundo o movimento. O jornal seria sem vida se não fosse o movimento do repórter de campo.

  • Na comunicação o movimento corporal é muito importante, mas evite andar na plataforma de um lado para o outro como uma fera acuada.

  • Não fique parado. Sempre que necessário dirija-se à plateia, quando um tópico exigir uma atenção mais íntima com seus interlocutores.

  • Evite colocar as mãos nos bolsos, nas costas ou juntas na frente, "estilo folha de parreira usada por Adão".

  • A gesticulação deve ser ser moderada e coerente com o que se está dizendo. Excessos são mais prejudiciais que a falta deles

  • Não mantenha as mãos ocupadas com coisas que não sejam necessárias no momento da fala: caneta, papéis apontador.

  • Mantenha sempre em uma postura elegante. Distribua o peso de seu corpo, sempre entre as duas pernas. Apoiar-se alternadamente em uma e outra perna torna a postura deselegante; não abra as pernas demasiadamente, mas o suficiente para manter a elegância.

  • Não fique com os ombros caídos. Passa uma impressão de excesso de humildade e deselegância.

  • Vista-se de forma adequada ao auditório e à situação. Procure roupas que não deixem aparentar manchas de suor. 



           7. A DIREÇÃO DO ROSTO





          . Não olhe demais para um ouvintes ou grupo de ouvintes. Olhe para o grupo, se possível, olho no olho. 
          . Mantenha-se em contato visual com quer exerce cargo superior ou com pessoas que têm que tomar decisões importantes.
          . Não desvi sua visão para as paredes, para fora da sala ou para o teto. Olhar firme nos ouvintes.
          . Controle o tempo de sua fala. Mas não fique preocupado com o relógio, olhando-o sempre. 
          . Evite atitudes de arrogância, como empinar o queixo, olhar o público "por cima".
          . Estabeleça um bom nível de coerência entre o que você estar dizendo e o seu semblante: quando fala de coisas triste, semblante triste, quando falar de coisas alegres, semblante alegre.
          . Se possível, não se atenha muito aos apontamentos do discurso (ou sermão ou aula), pois você vai precisar está atento ao público, para ver se o mesmo está atento ao que está sendo exposto.
          . Nos momentos de humor, não abuse muito de mímicas faciais.
       
                    


Resultado de imagem para imagem de discurso          8. QUANDO USAR MATERIAL




          . Quando usar data show, cuidado com o excesso de sons: desviam a atenção de quem ouve. 
          . Não superlote um slide com todas as informações. distribua os assuntos em vários slides.
          . Revise os slides para evitar erros (gramática, número, ordem, grafia)
          . Não se limite a ler apenas o que está na tela.
          . Se puder evite que o projetor fique ligado o tempo todo. Ele pode ser desligado quando não utilizado.
          . Quando utilizar um apontador retrátil, não fique abrindo-o e fechando-o o tempo todo. se for apontador a laser, nunca o aponte para as pessoas, nem o movimente muito na tela.
          . Ao montar os slides, use como fundo cores que melhor contraste com as letras, de preferência usando cores frias como o verde, o cinza e etc. Em caso de ambiente com muita luz, use fundo branco.
          . Nunca se desvi do assunto projetado.
          . Nunca dê as costas ao auditório, a não ser por pouco tempo, em casos extremamente necessários e se volte à sua plateia. Em caso de apresentação de slide nunca fique na frente do mesmo. 
          
          
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          9. O MICROFONE




          Mantenha o microfone a pelo menos 15 centímetros da boca. Fale com a voz normal.
          Não dê tapinhas no microfone. Isso incomoda o ouvinte e só serve para indicar que o som está ligado.       
          . Ao testar o som, disfarce dizendo, por exemplo, bom dia estou sendo ouvido? Com certeza alguém na plateia vai interagir.
          Procure sempre olhar para as pessoas e não para o microfone, que é um acessório e não um obstáculo.
          Em caso de pane no som como: ruído, chiado, distorção da voz, guincho, apito, que podem distrair os ouvinte, não se interrompa, continue falando até que alguém conserte o defeito. 
          Se não for possível ter o som de novo, aumente um pouco mais a voz, mas não berre com a plateia.
          Se o som não puder voltar, não se esbraveje com o equipamento, esqueça-o. Veja se dar para continuar falando e boa sorte!
              




          10. O ENCERRAMENTO




          A Não fale muito. Seja sucinto e, em seguida, pare. Aqui é o momento em que se deve dar algo ao publico para refletir. Para isso finalize com uma mensagem consistente e impactante. 

         B A última coisa que disser deverá ser a mais lembrada. Para tanto leve o seu público a tomar uma decisão diante do que foi ministrado. Leve o povo a ação. Sua mensagem deve tirar o povo da inercia que se encontra.

          C Se possível faça um encerramento o mais bem-humorado que puder. Isso se o tema o permitir: se bem feito permitirá uma boa impressão no final e o auditório não será tomado por um silêncio sepulcral enquanto você se dirige para seu assento.

        D Se o tema não lhe permite um encerramento bem-humorado, use de algum expediente que possa mexer com as emoções das pessoas, tais como: um provérbio, um história, uma referência, uma citação, uma ou um pensamento que façam com que o auditório reflita sobre o que ouviu.

          E Se ao invés de um sermão, você estiver dando uma palestra e, se alguém lhe fizer uma pergunta, nunca despreze a indagação mesmo que você ache que aquilo está claro para as demais pessoa e nem corte a pessoa para responder a outra. Dê toda atenção a quem questiona.

          F Sempre faça elogios a uma boa pergunta e no ato da resposta não fique olhando só para quem fez o questionamento.

       G Repita a pergunta para todos escutarem. Ajuda a você ter certeza de que entendeu.

        H Nunca deixe alguém se demorar, fazendo um verdadeiro discurso na hora de fazer uma pergunta. Se alguém se estender, interrompa o indagador, de forma gentil e firme e o ajude a formular a pergunta de forma mais breve. 
          
        I Para que uma pergunta seja mais entendida divida-a em várias partes e responda cada parte de uma vez.  

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