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terça-feira, 22 de abril de 2014

A EVIDÊNCIA DE LÍNGUAS ESTRANHAS






          Gastaria de dar minha humilde contribuição a um assunto que considero de suma importância para o meio evangélico. Não tenho a pretensão de esgotar o assunto, pois o mesmo tem lá suas complicações estudas e reestudadas e ainda assim continua sem uma posição pacífica no meio da igreja. Contudo, nesse material que se segue, tenho o objetivo de colocar, espero, mais um ponto de luz no assunto.
          Eu gostaria de começar arriscando dizer que em Atos dos Apóstolos, capítulo 2, temos a inauguração ou instalação da igreja de Jesus. Se você já se perguntou qual é a primeira igreja, saiba que a primeira e única igreja cristã verdadeira começou aí, no dia de pentecostes (por isto o termo pentecostal), em Jerusalém. A igreja romana surge trezentos anos (três séculos) depois, no governo do imperador romano Constantino. Pentecostes é, nessa época, a segunda festa anual do povo judeu, onde se via uma grande frequência de todos os que professavam a fé judaica, inclusive os prosélito, que eram pessoas de outras nações que se tornavam judaizantes, praticantes do judaísmo. Então, a igreja genuína nasce, começa em Atos, no capítulo dois.
          No capítulo em questão, a palavra de Deus começa dizendo que ao se cumprir o dia de pentecostes, os discípulo estavam reunidos em um determinado lugar, num cenáculo. Eles haviam ido a esse lugar para orar no início da manhã. O texto diz que de repente veio do céu um som como de um vento impetuoso e encheu aquele lugar onde estavam assentados e foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, pousadas sobre cada um deles. Isso era a promessa feita por Jesus no evangelho de João, 14:16-18 e em Joel 3:28. Promessa feita, promessa efetuada.
          Nesse capítulo segundo de atos devemos nos prender a atenção no verso 4, onde é declarado que todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a " falar em outras línguas", conforme Espírito Santo lhes concedia que falassem. Se formos considerar, por esse versículo, podemos dizer que para ser cheio do Espírito é necessário a evidência de línguas (igual ao batismo com o Espírito Santo). Todavia você pode me dizer que para se fazer uma doutrina devemos ter pelo menos três versículos e o textos está tratando de tal assunto. Isso é muito prudente. Além do mais, você poderia muito bem dizer-me que as línguas faladas ali eram línguas conhecidas e faladas por pessoas de países de diferente idiomas. Contudo temos o dever de lhe alertar que Deus usou aqueles homens nas línguas daqueles para serem entendidos, isto é, Deus estava revertendo aquele evento ocorrido na construção da torre de Babel. Mas o que dizer do ocorrido na casa de Cornélio (At. 10:44-47), onde o Espírito Santos caiu sobre a casa daquele centurião romano e os que eram da circuncisão viram a casa de Cornélio falando em línguas? E como se deu isso? Todos começaram a falar em línguas estranhas. E Pedro faz a pergunta retórica do momento: Podemos nós deixar de batizar esses que como "nós" (com evidência de língua) receberam o Espírito Santo? Se esse "todos" era uma regra, contudo houve ali, um sinal da descida do Espírito Santo - as línguas.
           Os convertidos da casa de Cornélio, quando receberam o Espírito Santo, falaram em línguas estranhas e aquelas línguas não eram conhecidas de nenhuma nação ou povo, pois ali só haviam pessoas da circuncisão (judeus) e os da casa de Cornélio, logo não precisariam ouvir ninguém na sua própria língua, pois Pedro e os demais falavam a língua do centurião e sua família. Aquela língua era estranha, língua dos anjos. Por outro lado já temos uma doutrina, pois temos um conjunto de versículos referente ao assunto.
          Transitando um pouco mais no livro de lucas (Atos), no capítulo 6, no verso 3, vemos que foram escolhidos homens para o serviço da casa do Senhor, esses mais conhecidos como diáconos. E um dos critérios para a escolha desses valorosos varões era eles serem cheios do Espírito Santo. Isto quer dizer que os mesmos deveriam ser batizados no Espírito Santo, e esse cheio do Espírito, o que já se pressupõe que os mesmos falavam ou tinham falado em línguas estranhas - evidência ou sinal de língua estranha. Mas o que me deixa inculcado é o fato de os pastores, no verso 4, do mesmo livro e capítulo, não falar do requisito da evidência de língua para ser ministro da palavra. Se fizermos uma visita na carta do apóstolo Paulo, enviada ao pastor Timóteo, vamos ver coisa parecida. No capítulo 3, dos versos 2 ao 7, onde O apóstolo dar instrução a Timóteo quanto a consagração de pastores para a obra de Deus, ele não cita a necessidade de os candidatos ao ministério serem cheios com o Espirito Santo. A mesma coisa Paulo orientou ao pastor Tito, na carta que o enviou. No capítulo 1, dos versos 1 ao 9 o apóstolo dá as diretrizes para a consagração de pastores para a casa do Senhor e novamente ele não fala que os mesmo devem ser cheios do Espírito Santo, que segundo já vimos, deviam ter falado em língua em algum momento. Não confundir evidência de língua, com dom de língua. No primeiro caso temos o falar em outras línguas no dia do batismo, no segundo o continuar fando, carecendo, inclusive, de interprete. A essa altura do certame, as coisas relativas a esse assunto não estão nada claras. São os diáconos mais importantes do que pastores? Ou todos na época da igreja primitiva eram batizados com o Espírito Santo, com evidência de língua e nem se precisaria está exigindo tal característica para ser ministro da palavra, só para os diáconos dever-se-ia ter esse cuidado?
          Se para os pastores não se devia exigir que os mensos fossem batizados com o Espírito Santo, com evidência do falar em línguas, o diaconato era e é um cargo superior ao de pastor. E quando digo cargo estou me referindo a uma posição de governo na igreja, não me refiro ao diaconato que todos devem exercer. Eu pessoalmente vejo isso como um pretexto escuso de interpretação da palavra de Deus. Por que os diáconos teriam que ser cheios do do Espírito e já vimos que a premissa para tanto era a evidência de do falar em línguas e os pastores não precisariam ser batizados com o Espírito Santo? Para mim é muito difícil entender tal coisa.
         Os que defendem que pastores, no meio pentecostal ou não, não precisam ser batizados com o Espírito Santo nem tão pouco falar em línguas, deviam defender que só os diáconos devem  ser cheios do Espírito Santo, como foram os discípulos no dia de pentecostes ou os da casa de Cornélio, que em ambos os casos falaram em línguas. Esses defensores são tão sem conhecimento de causa, que chegam a afirmar que a evidência de línguas é o mesmo que o dom de línguas. O dom de línguas não é dado a todos (1 Co. 12:7-11), enquanto o batismo (enchimento) é para os crentes salvos.
           Quem defende que a bíblia não fala em enchimento com o Espirito Santo para obreiros, não se refere ao fato de os diáconos serem obreiros.
          Cuidado, a igreja nos Estados Unidos e Europa começou com essa mesma perspectiva e deu no que deu - Hoje temos uma igreja nominal nesses dois continentes, que outrora fizeram missões no mundo e que hoje estão precisando que façam-se missões ambos.
          A igreja de Jesus está cheia de bons e bem intencionadas mestres e de pessoas com outros dons naturais (mestre, governo, pregadores com seus equivalentes no mundo) que pensam que a igreja do Senhor pode ser viva sem dons espirituais (funções e fazeres que só se ver no seio da igreja, não equivalentes no mundo). Deixe me dar um ilustração com algo natural, uma vez que o natural explica o espiritual: Na minha terra eu tinha um amigo que era um excelente mecânico, o qual era quem cuidava dos carros que possui ali. Se eu pudesse dar uma nota de 0 a 10, eu o daria 11. Contudo o tempo passou e com a chegada da ignição eletrônica e outras novidades automotivas ele continua mecânico, mas muitos casos ele passa o serviço para outro. Hoje eu não posso entregar um carro a ele como fazia antes. Mas a igreja de Jesus está sendo entregue a quem não entende de tudo. E a ignição eletrônica está para a explosão do motor, assim como o paracleto está para a explosão da igreja. Pensemos nisso. Por que algumas denominações não estão crescendo? Porque de direito não, mas de fato o motor está equipado com carburador.
          No capítulo 11 e versos 15 e 16, vemos Pedro defendendo a sua ida à casa de Cornélio e mais uma vez vemos ali a expressão - caiu-lhes o Espírito Santo sobre ele, como sobre nós no princípio. E no verso 16, quele homem de Deus diz ter se lembrado do que João Batista falara sobre o batismo com o Espírito Santo. Então caiu, desceu, receber, ficaram cheios do Espírito Santo é o mesmo que o batismo com o Espírito Santo, logo falaram em línguas.
          Meu amado irmão e obreiro na casa do Senhor, quero eu concluir essa postagem lhe levando a refletir sobre o fato de a igreja de Éfeso, igreja grega, onde o apóstolo Paulo esteve e ali encontrou um grupo de irmãos, pessoas convertidas e perguntou-lhes se haviam recebido o Espírito Santo quando creram e a resposta foi imediata, sem muitas delongas: "Nem ao mensos conhecemos o Espírito Santo" (At.19:1-6). Por que eles não conheciam o Espírito Santo? Será que o obreiro que os conduziu ao batismo de João, não teve o devido tempo para os instruir sobre esse assunto? ou será que o obreiro ali era mestre em carburador e em ignição eletrônica era leigo? Se a segunda opção for nossa resposta, nossa preocupação em está escrevendo sobre esse assunto, não está sendo em vão. E se Paulo, que tinha conhecimento em carburador, não tivesse ido até ali? teríamos uma igreja ignorante do todo do plano de Deus. 
          Existem muitos peritos em carburadores (letra) e poucos conhecedores em injeção eletrônica (Espírito Santo) na oficina de Deus - Sua igreja! Isso é muito sério! Muitos carros estão saindo com defeito ou com um concerto meia boca. E a pergunta que não quer calar é: Onde vamos parar? Muitos homens de Deus, por serem conhecedores de carburadores, vão defender um oficina obsoleta e ultrapassada. Defender isso gera crente acomodados, sem vida, e, por tabela igrejas fracas, sem iniciativas, sem amor pelos perdidos. Por tabela, a denominação idem, pois estamos no mesmo barco. Acordemos em quanto se pode! 
                    

5 comentários:

  1. Um homem com tanta formação e estudo diz que a palavra de Deus é obsoleta e ultrapassada.Que blasfêmia.

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  2. bem nao e um comentarrio . uma pergumta? sou obreiro ha vinta anoe ass.de de areia branca .fui ordenado a diacuno mai o que me empede nao ter batismo com espirito santo.podem me orientar?agenor

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    1. Nada impede que um cristão receba o batismo com o Espírito Santo. É só continuar a buscar em oração, leitura da palavra e uma vida de intimidade com Deus. Feito isso é só esperar em Deus.

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  3. agenor oliveira agenor_carneiro@yahoo.com.br

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    1. Nada impede que um cristão receba o batismo com o Espírito Santo. É só continuar a buscar em oração, leitura da palavra e uma vida de intimidade com Deus. Feito isso é só esperar em Deus.

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