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quarta-feira, 17 de abril de 2013

O TEMPO DE DEUS


AS TRÊS UNÇÕES DE DAVI





          Muito se fala do tempo de Deus. As pregações... Essas sim, quase não se fala em outra coisa. E o que será o tempo de Deus? O tempo de Deus não tem nada a ver com o nosso. Deus nem se apressa nem se atrasa. O homem é que é imediatista. O seu tempo é tão pequeno sobre a terra, que muitas vezes quer apressar a Deus. Todavia e no afã de resolver sua vida, o homem acaba por se decepcionar com o Senhor, que é Senhor no tempo. Nem corra na frente de Deus, pois Ele tem tudo sob controle.
          Eclesiastes, capítulo três, versos de um ao oito nos diz que há tempo para tudo debaixo do sol. Não adianta querermos dar um jeitinho no nosso cotidiano, pois não vai funcionar mesmo. As coisas ou vêm por força do acaso ou por força de consequências da lei da semeadura, lei que o ser humano insiste por desconsiderar. A bíblia é clara quando trata desse assunto: "Não erreis: Deus não se deixa se escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará (colherá) - Gl. 6:7". Não se engane, algumas coisas que lhe irá acontecer ou aconteceu ou ainda estão lhe  acontecendo, nada mais é do que consequência dos seus atos. Para toda ação existe uma reação, é a lei da física também. E como o natural explica o espiritual, tenha cuidado naquilo que está fazendo. Você não vai ficar impune. Bem, mas isso é assunto para outro momento. Já, já estaremos tratando do mesmo. O assunto em pauta é o tempo de Deus.
          Vamos tomar um personagem bem conhecido nosso e tentar traçar um itinerário temporal divino na sua vida. No primeiro livro de Samuel, capítulo 16, versos 12 e 13, vemos o profeta de Deus ungindo a Davi para ser o novo rei de Israel, pois Saul, o atual, havia sido rejeitado por Deus, para ser o mandatário da nação santa. Saul foi escolhido pelo povo judeu, já Davi foi escolhido pelo próprio Senhor Jeová.
          O que nos chama a atenção é o fato da inexpressividade do filho de Jessé. Até ali ele não era nada mais do que um pastor de ovelhas. Até o pai de Davi achava que ele não passaria disso, a ponto de mostrar ao profeta de Deus todos os outros filhos, só depois é que se lembra do ruivo que estava no campo apascentando ovelha. Há nisso uma grande analogia com o crente. O crente antes de se converter é mais um na multidão. É mais um anônimo. Mas quando se converte torna-se em evidência, sendo inclusive, a partir daquele momento, alvo do diabo, que nem o percebia na multidão. O fato é que Davi foi ungido rei de Israel e começa a aparecer no cenário bíblico. Em primeira Samuel ele vai da vitória sobre o gigante (1 Sm. 17:48-58), passa fome (1 Sm. 25:10-12), viveu escondido para não ser morto por Saul (1 Sm. 22:1-5), casa-se (1 Sm. 18:20-30), Morou em caverna (1Sm. 22:1-5) e etc. E até agora nada de tapete vermelho para a entrada triunfal de Davi no palácio real. Mas ele foi ungido rei. Cadê as trombetas anunciando a chegada do soberano de Israel? Outro paralelismo com o cristão: Converteu-se as lutas vêm, as perseguições, os maus tratos, as tribulações, sem as quais ninguém chega aos céus.
          Só no segundo livro de Samuel é que vemos Davi dar um passo rumo ao palácio e logicamente, ao plano de Deus para a sua vida. No capítulo 2:1-7, vemos que vieram homens da casa de Judá e ungiram a Davi rei sobre eles. E a primeira unção? E a promessa de Deus para aquele homem? Apressado, não! Calma, Deus faz assim. Davi, como nós, vamos aos poucos assumir aquilo que Deus de antemão preparou para cada um. Não se apresse. O avanço é aos poucos. Eu sei que isso gera uma certa angústia. Mas isso é próprio do ser humano: o imediatismo. Aqui houve tapete vermelho as trombetas tocaram, mas foi só um avanço: Judá. em seguida mais lutas, mais tribulações, mais aporrinhamento, pois faz parte da vitória, mesmo que pequena. Se você estivesse no lugar de Davi certamente perguntaria: tudo isso só por Judá? Já diz um adágio popular - a pressa é inimiga da perfeição.
          Finalmente Saul morre, registra o primeiro capítulo do segundo livro de Samuel. Ei, mas preste atenção, o rei Saul morre mas o inimigo continua vivo. Tanto é que Davi se quis dar o passo final, enfrentou uma guerra contra a casa de Saul (2 Sm. 3:1), donde se ia fortalecendo e afinal sagrou-se vencedor. Esse foi o passo final que Davi, aquele tampinha que ninguém dava nada por ele, deu o passo final para assumir o governo de Israel para o qual ele foi ungido por Samuel, a mando de Deus (2 Sm.5-3). Nos nossos dia também é assim. Um governante ganha as eleições em outubro e só assume em 31 de janeiro da ano seguinte.
          Agora é tapete vermelho, ressoar de trombetas, muita carne. Mas as lutas continuam. Lembre-se que este homem de Deus comete um adultério que assolou a sua casa, pois Deus perdoa o pecado, mas as consequências somos nós que as devemos assumir até o fim. Já perto de morrer, Davi era envolto em vestes e lençóis e mesmo assim não se aquecia. E buscaram, os seus, uma moça para dormir junto dele, com o objetivo de o aquecer (1 Rs.1:3). Que triste fim do filho de Jessé. Tantas lutas e vitórias, foi chamado de homem segundo o coração de Deus. Isso é o homem (Adão). Posso até arriscar um pouco de filosofia: "O lutar dessa vida é como esmurrar o vento". Mas ele chegou onde Deus havia prometido. Nenhum Saul desta vida vai impedir os planos de Deus em sua vida. E ai dos que esquecem que Deus pode ter planos com você e fica dando uma de Saul contra você. Vai continuar sendo pego aliviando o ventre e tendo a orla do vestido sendo cortada. 

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