Esse título ficaria melhor com uma interrogação. Ou poderíamos mudar para: "O APÓSTOLO PAULO NÃO ERA SALVO?". Melhor dizendo: "O APÓSTOLO PAULO NÃO ERA UM HOMEM DE DEUS". Essa era a condição de Paulo para as igrejas de teologia da prosperidade. Nosso personagem não tinha um bem se quer, onde pudesse ser filmado ao seu lado. Não tinha uma esposa para se quer ir à "terapia do amor". Não tinha uma empresa para ser um grande palestrante na "reunião dos empresários". O apóstolo já mais participaria da "reunião dos 318", pois há muito deixara o judaísmo. Em momento algum usam esse homem como exemplo para suas campanhas de "vitória total sobre todo mal". Paulo não interessa para a teologia neo pentecostal da prosperidade. Ele jamais estaria apresentando um programa na televisão da igreja da prosperidade por causa de sua fraca presença de palco e de sua desprezível palavra (2Co. 10:10). E por que seria isso! Para essa neo doutrina, Paulo não passava de um derrotado! Vejamos.
Muitas foram as surras que o apóstolo recebeu dos judeus. Paulo fala de cinco quarentenas de açoites menos um em 2 Co. 11:24. Uma vez ele foi açoitado com varas. Sofreu apedrejamento; três vezes sofreu naufrágios, aquele homem de Deus viu a morte muito de perto (2 Co. 11:25). O perigo rodeava a vida de Paulo: perigo em viagens, perigo no meio de seus concidadãos, perigos no meio do povo gentio, perigo no meio de salteadores, perigos nos rios, nos mares, perigos no deserto, perigos entre falsos irmãos. Que vidinha (2 Co. 11:26)! O homem aqui em questão trabalhava de forma fatigante, sofreu sede e fome; sofreu frio e nudez, vivia em jejum, fez muitas vigílias pelas noites (2 Co. 11:27). O cuidado com as igrejas de Jesus consumia nosso personagem. Algumas vezes esteve escandalizado com alguma coisa no seu ministério, andou desanimado em outros momentos (2 Co. 11:28-29). Em Damasco teve, nosso homem, que fugir em um sesto para não ser preso naquele lugar (2 Co. 11:32-33). Paulo recebeu um espinho na carne, e não nos cabe está conjecturando o que seria, mas o que nos importa é que esse espinho era um incômodo ou de ordem física ou de ordem espiritual, que o atormentava sobremaneira. Ele mesmo diz que orou a Deus por três vezes e aquele mal não o deixou. Em algumas igrejas hoje ele teria sido acusado de não ter fé suficiente para ser curado ou está em pecado (2 Co. 12:7-8).
Que tipo de evangelho é esse que estamos vivendo, em que o apóstolo Paulo estaria de fora? Isso é muito perturbador. Já ouvi muitos dizerem que estamos precisando de um novo Martinho Lutério, contudo tenho cá minhas dúvidas, pois acho que precisamos mesmo é de um Paulo revolucionando o mundo atual com seu ministério de salvação. Ou estamos mister dos dois!
Realmente é a mais pura realidade, o Apóstolo Paulo não se enquadraria ao padrões ministeriais neopentecostais.
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